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Uma bomba política envolvendo Luciano Huck veio à tona após reportagem do site norte-americano Payday Report, publicada em 20 de outubro, apontar que a RenovaBR, organização ligada ao apresentador, teve acesso a financiamento e treinamento vinculados ao governo de Donald Trump. A denúncia coloca em xeque a atuação dessa estrutura na política brasileira e levanta suspeitas de interferência nas eleições do país por meio de iniciativas ligadas à formação política. Entre os temas abordados nos treinamentos estavam organização de campanhas eleitorais, acompanhamento da votação e apuração de resultados.
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Um dos episódios citados envolve Rodrigo Matsumoto Cobra, diretor-executivo da RenovaBR, que participou, em julho, de uma viagem aos Estados Unidos com despesas custeadas pelo governo norte-americano, após convite do consulado dos EUA em São Paulo. A visita ocorreu por meio do Programa de Liderança de Visitantes Internacionais (IVLP), vinculado ao Departamento de Estado, em uma agenda intitulada “Liberdade 250: Juventude no Processo Político”. Segundo o Payday Report, o grupo reuniu participantes internacionais, em sua maioria ligados à direita. Entre os temas discutidos estavam organização de campanhas eleitorais, acompanhamento da votação, apuração de resultados e protocolos de segurança. Depois da viagem, Cobra afirmou ter iniciado conversas com representantes do programa e do consulado sobre a possibilidade de desenvolver uma iniciativa voltada a lideranças políticas brasileiras. Até o momento, não foram esclarecidos os detalhes da proposta nem se ela resultou em financiamento para projetos da RenovaBR no país.
A repercussão ocorre também após Luciano Huck divulgar, no fim de setembro, o aplicativo eleitoral “Tenho Meu Voto” durante seu programa na Globo. A ferramenta, desenvolvida com patrocínio da RenovaBR, foi alvo de críticas da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), que acusou o sistema de favorecer candidatos de direita nas indicações aos usuários. Após os questionamentos, os responsáveis atribuíram os problemas à inteligência artificial e suspenderam o serviço. O Ministério Público do Rio Grande do Sul investiga Huck e a Globo por possíveis irregularidades eleitorais relacionadas ao caso. A controvérsia ampliou o debate sobre a influência da ferramenta nas escolhas políticas dos eleitores e sobre a atuação de uma organização de formação de candidaturas ligada publicamente ao apresentador.
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A RenovaBR atua na formação e no financiamento de candidaturas políticas e, conforme a publicação norte-americana, afirma ter contribuído para a eleição de 47 candidatos em 2026. Huck é uma das principais figuras públicas associadas à organização há quase dez anos. Outro vínculo mencionado pela reportagem envolve a Enter, empresa de inteligência artificial voltada ao setor jurídico ligada ao apresentador. Em maio, a startup recebeu um investimento de US$ 100 milhões de Peter Thiel, cofundador da Palantir e aliado político de Donald Trump. O investimento é citado no contexto das conexões empresariais relacionadas a Huck, embora não haja indicação de que esse dinheiro tenha sido destinado à RenovaBR ou às atividades eleitorais brasileiras.
A reportagem também menciona a relação de Luciano Huck com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, instituição que enfrentou um colapso no ano anterior. O vínculo aparece entre os elementos levantados na discussão sobre as conexões empresariais e políticas do apresentador. Apesar dos questionamentos sobre a atuação da RenovaBR, a publicação do Payday Report não apresenta um valor de financiamento destinado diretamente a Huck nem esclarece se o treinamento oferecido pelo governo norte-americano resultou em repasses para iniciativas eleitorais no Brasil.







