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A Força Aérea Brasileira (FAB) colocou sob sigilo de 100 anos os nomes dos passageiros que viajaram em um jato do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (15/10), após o portal Metrópoles solicitar, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), os planos de voo da aeronave entre 10 e 20 de novembro de 2025.
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O período solicitado inclui o dia 17 de novembro do ano passado, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, antes de embarcar no avião com destino a Malta, na Europa. O jato, um Falcon 7X avaliado em R$ 200 milhões, foi apreendido pela Polícia Federal no pátio do aeroporto após a prisão.
Ao negar o acesso aos documentos, o Comando da Aeronáutica justificou que a divulgação dos registros poderia comprometer a privacidade dos passageiros. “O itinerário de uma aeronave individualizada, em datas determinadas, permite associar deslocamentos aos dirigentes, sócios e demais usuários da aeronave, pessoas naturais identificáveis mediante o cruzamento com registros públicos. A proteção, portanto, alcança a intimidade e a vida privada desses titulares”, afirmou a FAB ao Metrópoles.
A instituição também argumentou que o acesso ao histórico de voos de uma mesma aeronave permitiria rastrear os deslocamentos dos passageiros e identificar padrões de movimentação. O sigilo de até 100 anos está previsto na Lei de Acesso à Informação para documentos pessoais cuja divulgação possa afetar a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas.
Atualmente, Daniel Vorcaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Nesta quinta-feira (15/10), o ex-banqueiro deve prestar depoimento à Polícia Federal sobre as negociações para a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).







