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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou, por maioria de votos, nesta quinta-feira (15/10), o recurso da Procuradoria que pedia uma punição mais severa para Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro, por um lance envolvendo o zagueiro Ruan Tressoldi, do Atlético. Com a decisão, o jogador continua sem suspensão e está liberado para atuar.
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Em 31 de agosto, a 5ª Comissão Disciplinar do STJD havia aplicado ao camisa 19 uma partida de suspensão, convertida em advertência. Insatisfeita com a punição, a Procuradoria recorreu para tentar aumentar a pena. O Atlético também defendia uma suspensão por mais jogos, mas o pedido não foi aceito pelo Pleno do tribunal.
O lance aconteceu em 25 de agosto, no início do primeiro clássico entre Cruzeiro e Atlético pelas quartas de final da Copa do Brasil. Durante uma disputa de bola pelo alto, Kaio Jorge deslocou Tressoldi, que caiu sobre o pescoço e precisou deixar o Mineirão de ambulância para ser levado a um hospital. Exames médicos não identificaram lesões. Na ocasião, o atacante não recebeu cartão amarelo, e o VAR não recomendou a revisão do lance.
A Procuradoria denunciou Kaio Jorge com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogadas com uso de força incompatível com o esperado na modalidade e de atitudes temerárias ou imprudentes durante a disputa de bola, mesmo sem intenção de machucar o adversário. O primeiro julgamento ocorreu entre os dois jogos do confronto, e uma suspensão teria impedido o atacante de disputar a partida de volta.
Na sessão desta quinta-feira, Kaio Jorge foi defendido pelo advogado Michel Assef Filho, que sustentou que a repercussão do caso ocorreu principalmente pela queda de Tressoldi, e não pela conduta do atacante, considerada pelo Cruzeiro uma falta comum no futebol. A defesa também citou o entendimento da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que reconheceu ao clube celeste que a arbitragem conduziu o lance corretamente. O Atlético, representado pelo advogado Marcelo Mendes, tentou defender uma punição mais rigorosa, mas não conseguiu reverter a decisão.







