Belo Horizonte, 16 de agosto de 2026

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Petrobras descobre pela 1ª vez sinais de petróleo ou gás natural na Foz do Amazonas

Descoberta ocorreu em poço a 175 km da costa do Amapá e abre uma nova etapa de estudos sobre o potencial da região
Foto: Cezar Fernandes/ Agência Petrobras

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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (14/08) a descoberta de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A identificação foi feita no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa, em águas com 2.886 metros de profundidade. A presença de hidrocarbonetos indica sinais de petróleo ou gás natural na região.

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O poço Morpho, identificado como 1-BRSA-1405-APS, está sendo perfurado no bloco FZA-M-59, na margem equatorial brasileira. Segundo a Petrobras, os hidrocarbonetos foram identificados durante a perfuração por meio de análises como perfis elétricos e amostras de rochas retiradas do subsolo.

As operações continuam para ampliar a avaliação da área. “As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a Petrobras em nota. A presidente da estatal, Magda Chambriard, também afirmou: “Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”.

A partir dos próximos estudos, a Petrobras vai avaliar a quantidade de petróleo ou gás presente no local e se o volume encontrado tem potencial para justificar uma futura produção. A descoberta ocorre em uma área considerada uma nova fronteira exploratória de petróleo e gás no país.

Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) classificou a descoberta como “significativa não apenas pela identificação da presença de petróleo, mas por indicar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país”. O instituto também avaliou que o resultado pode reforçar a “segurança energética nacional no médio e longo prazo”.