Belo Horizonte, 13 de agosto de 2026

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Torcedor do Cruzeiro é condenado a 67 anos de prisão por morte de atleticano

Samuel Paixão de Souza foi condenado pela morte de Mateus de Freitas Ferreira, assassinado durante uma emboscada contra um ônibus da Galoucura em BH
Foto: Reprodução

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Torcedor do Cruzeiro é condenado a 67 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Belo Horizonte pela morte do atleticano Mateus de Freitas Ferreira, de 20 anos, durante uma emboscada contra um ônibus de torcedores do Atlético, em novembro de 2021. Samuel Paixão de Souza, integrante da torcida organizada Máfia Azul, foi julgado nessa quarta-feira (12/08) pelo 2º Tribunal do Júri da capital.

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O ataque aconteceu na noite de 28 de novembro de 2021, no bairro Novo das Indústrias, na região do Barreiro. Segundo a denúncia do Ministério Público, integrantes da Máfia Azul usaram um veículo para bloquear a passagem de um ônibus da linha 6350, que transportava membros da torcida Galoucura. O coletivo ficou impedido de seguir viagem e as portas foram bloqueadas, dificultando a saída dos passageiros.

Durante a ação, os agressores atacaram o ônibus com bastões de madeira, barras de ferro, pedras e artefatos explosivos caseiros. Mateus morreu no ataque e pelo menos outras oito pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 6 anos. Samuel foi condenado por um homicídio consumado triplamente qualificado, um homicídio tentado triplamente qualificado e cinco homicídios tentados duplamente qualificados.

O processo de Samuel foi separado do caso dos outros três réus depois que a defesa apresentou um problema de saúde. O julgamento dele, inicialmente marcado para 29 de julho, foi remarcado para essa quarta-feira (12), mas o réu não compareceu à sessão. Após a condenação, a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti determinou a expedição de um mandado de prisão contra ele.

Outros três integrantes da Máfia Azul já haviam sido condenados pelo mesmo caso nos dias 28 e 29 de julho. Riquelme Enderson Ribeiro da Silva recebeu pena de 48 anos e seis meses; Luiz Gustavo da Silva Veloso foi condenado a 24 anos; e Pedro Henrique Coimbra Braga recebeu pena de 20 anos. Os três também tiveram mandados de prisão expedidos após os julgamentos.