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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (12/08) a Operação Canudo, contra um esquema de venda de diplomas falsos, históricos escolares e outros documentos acadêmicos usados para facilitar o acesso a cursos de Medicina. Três pessoas foram presas, sendo duas preventivamente e uma temporariamente. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros e Bocaiuva, no Norte de Minas, além de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.
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Segundo a investigação, os documentos falsificados eram usados para conseguir ingresso ou transferência para faculdades de Medicina, inclusive em etapas mais avançadas da graduação. Em alguns casos, os suspeitos apresentavam históricos escolares falsos para simular uma transferência de outra instituição e entrar diretamente em períodos finais do curso. A fraude também poderia ser usada para obter registro profissional como médico.
A investigação começou em 2023, depois que a PF apreendeu um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. O documento teria sido fornecido por um dos investigados. A partir da apuração, os policiais identificaram a produção e venda de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos, além de movimentações financeiras entre os suspeitos e pessoas que teriam comprado o material.
A PF aponta que o esquema teria ramificações em diferentes estados e identificou pelo menos 45 pessoas que já aparecem como médicas nos registros de um Conselho Regional de Medicina como suspeitas de terem pago ao grupo para obter documentos falsos que ajudassem na obtenção do registro profissional. A corporação informou que continuará investigando quem contratou ou utilizou os serviços oferecidos pelos investigados.
O principal alvo da Operação Canudo já havia sido investigado pela Polícia Federal em 2016, quando a corporação descobriu uma organização envolvida em fraude no Enem. Na ocasião, professores e estudantes eram recrutados para fazer provas no lugar de candidatos e transmitir respostas por meio de dispositivos eletrônicos. A investigação envolveu três estados e terminou com a prisão de integrantes do grupo.







