Belo Horizonte, 9 de agosto de 2026

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Fábrica da Suggar que pegou fogo em BH não tinha AVCB e ainda aguardava vistoria dos Bombeiros

Galpão estava com projeto de segurança aprovado, mas não havia concluído a regularização; empresa será notificada
Foto: Corpo de Bombeiros/ Reprodução

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A fábrica da Suggar atingida por um incêndio de grandes proporções na madrugada desta sexta-feira (07/08), no bairro Pilar, região Oeste de Belo Horizonte, não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta a regularidade das medidas de segurança contra incêndio e pânico. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), tenente Henrique Barcellos.

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Segundo o oficial, a corporação consultou o endereço informado pela empresa e constatou que não havia AVCB emitido para o galpão onde ocorreu o incêndio. Apesar disso, existia um projeto de prevenção aprovado, que ainda não havia sido concluído e apresentado aos bombeiros para a vistoria final. “O empreendimento estava em processo de regularização, mas sem a presença do AVCB, que é o documento que atesta a segurança contra incêndio e pânico no local”, explicou o tenente.

De acordo com Barcellos, a empresa apresentou um projeto de segurança em 2022, mas, durante uma fiscalização, os bombeiros verificaram que a execução não correspondia ao que havia sido aprovado. O projeto foi substituído em 2025, porém, desde então, a corporação não foi acionada para realizar uma nova vistoria. O porta-voz ressaltou que cabe ao empreendedor executar todas as medidas previstas no projeto e comunicar oficialmente o Corpo de Bombeiros para que a inspeção seja realizada e o AVCB seja emitido. Segundo ele, embora a ausência do documento não impeça automaticamente o funcionamento da empresa, a responsabilidade pela regularização é integralmente do proprietário do empreendimento.

Após o incêndio, a Suggar deverá ser notificada administrativamente pelo Corpo de Bombeiros. “O empreendedor correu o risco de funcionar sem estar regular junto à corporação. Ele será notificado por todo esse processo gerado, pelos danos e também pelo risco causado à população”, afirmou Barcellos. O oficial acrescentou que, caso moradores tenham sofrido prejuízos materiais ou outros danos em decorrência da ocorrência, poderão buscar reparação na Justiça com base no boletim de ocorrência registrado.

As causas do incêndio ainda não foram identificadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, testemunhas relataram que as chamas começaram na região central do galpão, onde havia grande concentração de materiais inflamáveis. A rede elétrica também foi desligada preventivamente, mas a hipótese de curto-circuito ainda será analisada. A perícia técnica ficará responsável por apontar a origem do incêndio. A Defesa Civil de Belo Horizonte isolou quatro imóveis localizados no entorno da fábrica. Três imóveis, localizados na rua Professor Otílio Macedo, nos números 221, 221A e 221B, foram isolados devido ao risco de serem afetados caso ocorra um eventual colapso da estrutura do galpão. Um quarto imóvel, localizado na rua Jerônimo Marcucci, número 222, também foi vistoriado pela Defesa Civil. Neste caso, apenas a área externa foi isolada preventivamente, devido ao risco de projeção de materiais provenientes da estrutura atingida pelo incêndio.

De acordo com a Defesa Civil, os moradores deixaram as casas e, inicialmente, foram para imóveis de familiares. Posteriormente, a realocação das famílias passou a ser de responsabilidade da Suggar.