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A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18/09) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva do empresário, que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. No pedido, os advogados afirmam que o prazo de 90 dias para a revisão da prisão venceu em 31 de agosto e que a indefinição sobre a condução do caso Master no STF não pode justificar a manutenção da medida.
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Os advogados também citam a suspensão da análise sobre quem deve conduzir os procedimentos relacionados ao caso. Em 15 de setembro, um pedido de vista do ministro Flávio Dino interrompeu a discussão no plenário do STF sobre a tramitação das ações envolvendo Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O mérito da possível investigação contra Moraes não chegou a ser analisado. A defesa afirma ainda que Vorcaro está disposto a colaborar com a Justiça. Propostas de delação já foram rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que consideraram as informações apresentadas insuficientes, mas os advogados tentam reabrir as negociações. Na petição, afirmam: “As oportunidades de se manifestar verbalmente foram escassas, mas em todas elas o peticionário [Vorcaro] se colocou à disposição das autoridades e reiterou o desejo de colaborar formalmente, oferecendo-se para relatar os fatos de que tem conhecimento, inclusive para otimização das investigações”.
Paralelamente ao pedido de liberdade, Vorcaro tem ameaçado revelar mais detalhes sobre relações que manteve com ministros do STF e integrantes da PGR caso o pai, Henrique Vorcaro, não seja liberado da prisão. Segundo informações divulgadas pela imprensa, as ameaças têm sido feitas durante o período em que o empresário está detido na Papudinha. Há expectativa de que ele fale sobre essas relações no depoimento marcado para 30 de setembro, caso o pai não consiga a prisão domiciliar humanitária. Informações apontam que Vorcaro teria fotos, recibos de pagamentos e outros documentos relacionados a contatos com integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal. Mensagens já divulgadas também mostraram conversas atribuídas a Vorcaro com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e interlocutores ligados à PF.
As investigações e informações divulgadas até agora também mencionam relações de Vorcaro com Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de citações a parentes de Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Também é apurado um encontro entre Vorcaro e André Mendonça, ocorrido antes de uma decisão que poderia beneficiar negócios ligados ao empresário no setor de concessionárias funerárias de São Paulo. No STF, a situação envolvendo os ministros é objeto de processos distintos. A própria Corte informou que o relatório da PF sobre supostos diálogos entre Vorcaro e Moraes está em uma das ações, enquanto outra trata de questionamentos sobre a condução do caso por Mendonça.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel, também pediu a revogação da prisão. Ele está detido em Minas Gerais e deve prestar depoimento à PF no dia 30, na investigação sobre a suposta atuação de uma “milícia privada” conhecida como “A Turma”, que teria sido usada para ameaçar e intimidar adversários.







