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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura do terceiro inquérito da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação apura uma possível atuação dele para facilitar contratos do governo federal em favor da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. Segundo dados do Portal da Transparência, a companhia mantém R$ 81 milhões em contratos com o governo, dos quais mais de R$ 46 milhões já foram pagos.
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Além do inquérito sobre possível tráfico de influência, Dino autorizou uma quarta investigação, também solicitada pela Polícia Federal, para apurar possíveis vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao caso. Entre os dados que teriam sido expostos estão mensagens privadas de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já é alvo de outras duas investigações que tramitam no Supremo a partir de suspeitas levantadas pela PF.
A defesa de Lulinha afirmou que recebeu com tranquilidade a abertura do novo inquérito e disse confiar na condução do caso pelo ministro Flávio Dino. Os advogados afirmam que pretendem usar a investigação para esclarecer eventuais dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís Lula da Silva e reiteram que ele não tem relação com irregularidades.
A defesa também pediu providências contra o que classificou como vazamentos seletivos e criminosos de informações da investigação. Os advogados afirmam que setores da Polícia Federal estariam sendo instrumentalizados por interesses político-eleitorais, embora reconheçam os esforços da direção-geral da corporação para preservar a autonomia e a independência da instituição. Segundo a defesa, Lulinha já demonstrou em outras apurações não ter participação direta ou indireta em ilícitos.
Na segunda-feira (03), o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da defesa de Lulinha, se reuniu em Brasília com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para tratar das investigações e dos vazamentos. A assessoria do ministro confirmou o encontro à CNN. Segundo as informações divulgadas, Marco Aurélio pediu que fossem apurados os vazamentos decorrentes da quebra de sigilo de Lulinha. A defesa também protocolou pedidos formais ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para investigar o caso.







