Belo Horizonte, 4 de agosto de 2026

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Médica investigada por morte de paciente é alvo de novas denúncias em São Paulo

Áudio atribuído à profissional traz ofensas contra outra paciente, enquanto sindicância apura a conduta médica após morte durante colonoscopia em hospital da Zona Leste paulista
Foto: Reprodução Redes sociais

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A médica residente Maria Luiza Scalabrin, investigada após a morte de Mariana dos Santos Cândido, de 41 anos, durante uma colonoscopia em São Paulo, passou a ser alvo de novas denúncias sobre sua conduta profissional. Um áudio atribuído à médica mostra ofensas dirigidas a outra paciente, identificada como Mari Elza. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) abriu uma sindicância para apurar o caso e as circunstâncias envolvendo a atuação da profissional.

Mariana morreu na tarde de quarta-feira (29/07), após sofrer uma perfuração no intestino durante uma colonoscopia realizada no Hospital Municipal Doutor Alípio Corrêa Netto, em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. O exame, segundo familiares, era de rotina. A paciente passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu às complicações.

A tia de Mariana, a professora Mara Aparecida, afirmou ao g1 que a família foi informada de que quase metade do intestino da paciente havia sido lacerada durante o procedimento. “Eles falaram que rasgaram 50% do intestino dela. Ela foi levada para a cirurgia, conseguiram fechar, só que ela não resistiu. Hoje [quarta], à uma hora da tarde, ela veio a óbito”, disse Mara.

Segundo a familiar, Mariana não tinha problemas de saúde conhecidos e fazia a colonoscopia pela primeira vez, por recomendação médica devido ao histórico familiar de câncer colorretal. “Era um exame de rotina. Meu pai faleceu de câncer de intestino. Então a família inteira, depois dos 40 anos, faz esse exame de dois em dois anos. Ela não tinha nada. Foi a primeira vez que fez”, relatou Mara. Ela também criticou a falta de informações após a intercorrência e disse que o hospital informou que o exame havia sido realizado por um laboratório terceirizado.

Além da morte de Mariana, a médica passou a ser questionada após a divulgação, pela MathiasTV, de um áudio atribuído a ela com ofensas contra outra paciente. Em resposta, Mari Elza publicou um pronunciamento afirmando que está viva “graças a Deus” e criticou a postura da profissional, alegando falta de empatia durante o atendimento. A médica não se manifestou até o momento. A Secretaria Municipal de Saúde informou que instaurou uma sindicância interna junto à Clínica de Endoscopia Salinas, responsável pelo exame, para apurar as circunstâncias do caso. Em nota, a pasta afirmou que “lamenta profundamente a perda da paciente e a apuração será rigorosa em relação à conduta médica adotada” e que “a direção do hospital segue à disposição da família”.