Belo Horizonte, 18 de setembro de 2026

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PF investiga fraudes em contratos da Educação de BH que passam de R$ 80 milhões

10ª fase da Operação Overclean mira contratos firmados entre 2024 e 2025 e cumpre 24 mandados em seis estados
PF investiga fraudes em contratos da Educação de BH
PF investiga fraudes em contratos da Educação de BH - Foto: Divulgação/PF

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A Polícia Federal realiza uma operação em Belo Horizonte nesta quinta-feira (17/09) para investigar suspeitas de fraudes em contratos públicos firmados pela Secretaria Municipal de Educação entre 2024 e 2025. A ação é a 10ª fase da Operação Overclean e apura possíveis irregularidades na contratação de serviços e materiais didáticos. Pelo menos três procedimentos investigados resultaram em contratos que, juntos, ultrapassam R$ 80 milhões.

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Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. A investigação apura suspeitas de crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A nova fase também coloca novamente a Secretaria de Educação de Belo Horizonte no centro das investigações da Overclean. Em abril de 2025, o então secretário da pasta, Bruno Barral, foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a terceira fase da operação. Ele é investigado por suposta participação em uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, a organização investigada teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Entre os crimes apurados estão corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Barral assumiu a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte em abril de 2024, após ter comandado a mesma pasta em Salvador, durante a gestão do ex-prefeito ACM Neto (União). Na época do afastamento, o prefeito Álvaro Damião afirmou que o processo estava relacionado a atos da Prefeitura de Salvador e não tinha relação com Belo Horizonte.