Belo Horizonte, 17 de setembro de 2026

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Prédio desaba em Gaza e deixa 20 mortos, incluindo cinco crianças

Edifício de seis andares já havia sido atingido durante a guerra e dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas sob os escombros
Foto: REUTERS/ Mahmoud Issa

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Um prédio residencial de seis andares desabou na Cidade de Gaza nesta quarta-feira (16/09), deixando 20 mortos, incluindo cinco crianças. Segundo a Defesa Civil do território palestino, dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas e podem estar sob os escombros. Equipes de resgate continuam no local em busca de sobreviventes.

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A Defesa Civil informou que os moradores estavam no edifício, que tinha quatro apartamentos por andar. “Vinte cadáveres foram retirados dos escombros do prédio que desabou (…) Entre os mortos há cinco crianças e dezenas de pessoas continuam presas”, afirmou o órgão, que atua como serviço de resgate sob a autoridade do Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

Segundo autoridades locais, o prédio havia sido atingido durante a guerra e apresentava danos na estrutura. O imóvel foi bombardeado em diferentes ocasiões ao longo de 2024 e 2025. A Defesa Civil afirmou que a construção foi “alvo direto” e que os ataques comprometeram a “integridade estrutural e provocou o desabamento”.

Os moradores já haviam sido orientados a não retornar ao prédio por causa do risco de desabamento. Mesmo assim, famílias voltaram a ocupar o local diante da falta de alternativas de moradia. De acordo com Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil, parte da população permanece em construções danificadas porque não tem acesso a tendas ou imóveis em condições adequadas.

A Defesa Civil de Gaza estima que cerca de 2 mil prédios no território estejam sob risco de desabamento. O departamento de imprensa do governo de Gaza, administrado pelo Hamas, atribuiu o episódio à demora na reconstrução e responsabilizou Israel e a comunidade internacional pelas condições enfrentadas pela população palestina. Os ataques israelenses à Faixa de Gaza começaram após a ofensiva do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, quando mais de 1.200 pessoas foram mortas.