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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) apresentou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nesta terça-feira (15/09), uma suspeita de sabotagem relacionada à sequência de rompimentos de tubulações registrados nas últimas semanas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. A hipótese também envolve danos ao sistema antiodor da Lagoa da Pampulha. As informações foram apresentadas pela presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, durante reunião na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), na capital.
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Segundo a Copasa, os levantamentos iniciais realizados pela empresa levantaram a possibilidade de uma ação criminosa contra estruturas do sistema de abastecimento de água. A companhia se comprometeu a entregar ao MPMG as informações e o material probatório reunidos até o momento. Após analisar os documentos, o órgão poderá instaurar procedimentos para avaliar a abertura de uma investigação criminal.
Participaram da reunião o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Giovani Avelar Oliveira, e o promotor Thiago Augusto Vale Lauria, da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic/CAO-SEP). O encontro tratou dos episódios registrados em diferentes pontos da capital e da Grande BH.
A sequência de ocorrências começou em 19 de agosto, quando uma adutora se rompeu na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada, na Região Oeste de BH. O incidente alagou vias e imóveis e afetou o abastecimento de 43 bairros. Em 1º de setembro, uma tubulação da Estação de Tratamento de Água da Copasa, no Barreiro, se rompeu durante a madrugada e derrubou parte de um muro. Já em 6 de setembro, uma rede de distribuição estourou na Rua Afonso Pena Júnior, no bairro Cidade Nova, e a água invadiu um salão de beleza.
Nos dias seguintes, outros episódios foram registrados. Em 7 de setembro, uma adutora se rompeu na Rua Caetano Pirri, no bairro Milionários, comprometendo o abastecimento de 65 bairros do Barreiro e da Região Oeste. Em 8 de setembro, um vazamento de grandes proporções atingiu uma tubulação próxima à Ceasa, na BR-040, em Contagem, afetando cerca de 2.600 clientes de 13 bairros. Na mesma data, uma vistoria identificou furto de cabos e danos em peças essenciais do sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, próximo ao Aeroporto da Pampulha, comprometendo seu funcionamento.







