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Os preços dos alimentos tiveram queda de 1,14% em julho no Brasil, após seis meses seguidos de alta, segundo o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15). Foi a maior retração para um mês de julho desde 2010, quando o recuo havia sido de 1,55%. Em relação a qualquer mês, a queda de julho é a mais intensa desde agosto de 2024, quando os preços haviam diminuído 1,3%.
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A redução está ligada principalmente ao aumento da oferta de alimentos neste período do ano, favorecido por condições climáticas mais adequadas para a produção agrícola em comparação com o início de 2026. Outro fator foi o chamado efeito-base: depois das fortes altas registradas no primeiro semestre, parte desse movimento perdeu força em julho, principalmente entre os produtos in natura.
Entre os alimentos que mais ficaram baratos estão o tomate, com queda de 19,95%, e a batata, que recuou 10,03% no mês. Apesar da redução em julho, os dois produtos ainda acumulam altas expressivas no ano. O tomate registra avanço de 63,17%, enquanto a batata acumula alta de 80,12% em 2026.
A queda de 1,32% no preço do óleo diesel também ajudou a reduzir os custos relacionados à produção e ao transporte dos alimentos. Como o combustível influencia a logística agrícola e o abastecimento dos centros consumidores, a redução contribuiu para aliviar a pressão sobre os preços.
Mesmo com a queda registrada em julho, existem fatores que podem voltar a pressionar a inflação dos alimentos nos próximos meses. O El Niño pode afetar o calendário agrícola, reduzir a produtividade de algumas culturas e aumentar os custos de produção, especialmente a partir do último trimestre do ano. Além disso, o ciclo pecuário pode elevar os preços da carne e interromper parte da desaceleração recente da inflação dos alimentos.







