Belo Horizonte, 1 de agosto de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Sócios de Virginia Fonseca entram em investigação ligada ao PCC

Samara Martins e Thiago Stabile foram incluídos em inquérito da Polícia Civil que apura suposta lavagem de dinheiro ligada à facção; investigação também envolve negócios que antecederam a WePink
Foto: Reprodução Metrópoles

Ouça este conteúdo

0:00

Os empresários Samara Martins, conhecida como Samara Pink, e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na marca de cosméticos WePink, passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo em um inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram divulgadas pela revista piauí. O casal foi incluído na investigação que tem como principal alvo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC e viúva de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, apontado como integrante da facção criminosa e morto em 2018, em Santos, no litoral de São Paulo.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

Segundo documentos obtidos pela piauí, em 16 de julho, o delegado Renato Mazagão Junior determinou diligências para localizar Samara Martins e Thiago Stabile. Os dois deveriam comparecer à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos para prestar esclarecimentos sobre a suposta “empreitada criminosa” citada nos autos. Procurado pela revista, o delegado afirmou que não comentaria um caso em andamento. Samara Martins também não respondeu aos contatos da publicação. A investigação busca esclarecer se dinheiro proveniente do tráfico de drogas teria sido utilizado em negócios ligados ao setor da beleza, ao mercado imobiliário e a empresas de fachada.

Ainda de acordo com a reportagem, Karen Mori afirmou ter investido R$ 800 mil na criação da Pink Lash, empresa que antecedeu a WePink. Em entrevista à piauí, ela disse que o valor veio da venda de um veículo que pertencia ao marido e confirmou que o investimento tinha origem no patrimônio de uma liderança do PCC. Mori também afirmou que era cliente de Samara Martins antes de se tornar sócia do casal. A revista relata que Virginia Fonseca frequentava eventos da Pink Lash antes da criação da WePink e apareceu ao lado de Samara Martins e Karen Mori em um evento da empresa em 2019. Conforme o relato de Mori, Virginia inicialmente divulgava os serviços da Pink Lash em troca de procedimentos estéticos e, depois, passou a ter uma relação mais próxima com Samara Martins.

Em 2021, Samara Martins e Thiago Stabile encerraram a parceria com Karen Mori e fundaram a WePink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan. Segundo Mori, cada um dos envolvidos tinha 33,3% de participação no negócio. Ela também declarou ter sido pressionada a vender sua participação na Pink Lash depois da criação da nova empresa. Após Samara Martins e Thiago Stabile serem incluídos no inquérito, a defesa de Karen Mori pediu a revisão das medidas cautelares impostas contra a empresária. Conforme a piauí, em decisão de 28 de julho, a Justiça de São Paulo autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica, desde que Mori entregasse o passaporte no prazo de cinco dias. Ela também passou a poder circular à noite, entre 20h e 6h, e aos fins de semana, mas continua proibida de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial.

A inclusão dos sócios da WePink no inquérito ocorre enquanto Virginia Fonseca também é alvo de outra investigação, conduzida pela Polícia Federal. Segundo a piauí, o procedimento apura a legalidade de operações financeiras envolvendo a influenciadora e suas empresas, além da origem dos recursos movimentados e de uma eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.

Karen de Moura Tanaka Mori, a “Japa do PCC”, e Samara Cahanovich Strabile, a Samara Pink, sócia de Virginia na WePink, e o marido, Thiago Strabile - Foto: Reprodução Metrópoles
Karen de Moura Tanaka Mori, a “Japa do PCC”, e Samara Cahanovich Strabile, a Samara Pink, sócia de Virginia na WePink, e o marido, Thiago Strabile – Foto: Reprodução Metrópoles