Ouça este conteúdo
Pesquisadores anunciaram nesta segunda-feira (27/07) dois novos casos de possível cura ou remissão do HIV. Os pacientes interromperam o tratamento com medicamentos antirretrovirais e, desde então, os exames não detectaram mais a presença do vírus no organismo. Com os novos relatos, o número de casos reconhecidos pela Sociedade Internacional de Aids passou de 11 para 13.
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
Um dos casos é o do chamado paciente de Kansas City, um homem de 21 anos diagnosticado com HIV e leucemia agressiva em 2018. Ele passou por um transplante de células-tronco em 2020, após receber células de uma doadora com uma mutação genética rara, conhecida como CCR5-delta32, que dificulta a entrada das formas mais comuns do HIV nas células.
O paciente interrompeu o uso dos antirretrovirais em fevereiro de 2025 e, após 14 meses sem os medicamentos, os exames continuam sem identificar o vírus no sangue ou células capazes de reiniciar a infecção. Antes do transplante, ele tinha mais de 2 milhões de cópias do HIV por mililitro de sangue e baixa quantidade de células de defesa.
O segundo caso envolve um paciente que também recebeu células-tronco de um doador com a mutação CCR5-delta32. A situação era considerada mais complexa porque a pessoa tinha diferentes formas do HIV. Após suspender os medicamentos, o vírus permaneceu indetectável por 12 meses, mas a hepatite B voltou a se multiplicar em 25 dias, já que parte dos remédios usados contra o HIV também ajudava no controle da doença.
Os resultados serão apresentados durante a 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, realizada nesta semana no Rio de Janeiro. Apesar dos avanços, os pesquisadores continuam acompanhando os pacientes para avaliar se a remissão do HIV permanece ao longo do tempo.







