Belo Horizonte, 11 de setembro de 2026

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Flávio Bolsonaro é investigado pelo STF por financiamento de Dark Horse com dinheiro do PCC

Senador é alvo de apuração por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e ligação com o Banco Master
Foto: Divulgação/ Dark Horse

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e outros possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça em 22 de julho, e envolve repasses que somam R$ 61 milhões, feitos pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido de Flávio. O inquérito, porém, continua sob sigilo.

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A decisão de Mendonça veio a público nesta quinta-feira (10/09), após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinar o fim do sigilo de parte da investigação envolvendo o Banco Master. O procedimento específico que apura a participação de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse não foi aberto ao público.

Além dessa investigação, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação relacionada ao filme por determinação do ministro Flávio Dino. Nesse caso, o objetivo é apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado estadual Mário Frias, roteirista e produtor executivo de Dark Horse, e Karina Ferreira da Gama, dona de um instituto ligado a projetos sociais que teria recebido emendas de Frias e também da GoUp Entertainment, produtora do longa.

O STF apura o financiamento de Dark Horse em dois inquéritos. Um deles investiga a possível utilização irregular de emendas parlamentares na produção. O outro trata dos R$ 61 milhões repassados por Daniel Vorcaro e busca esclarecer a destinação dos valores. Uma das suspeitas é que parte do dinheiro tenha sido usada para financiar ações criminosas atribuídas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade no financiamento do filme sobre o pai. Em sabatina ao Jornal Nacional, ele afirmou que o assunto está “mais que esclarecido” e classificou o caso como um “livro fechado, ressignificado e na prateleira”.

Os documentos apontam ainda que parte dos recursos ainda investigados teria origem no crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). As apurações também levantam suspeitas sobre uma possível conexão entre o esquema de lavagem de dinheiro atribuído à facção, o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o financiamento do filme Dark Horse.

No Inquérito 5.026, o ministro André Mendonça registrou que o Banco Master movimentou cerca de R$ 2,8 bilhões em operações de câmbio destinadas a uma empresa suspeita de lavar dinheiro para o PCC. As investigações da Operação Carbono Oculto identificaram o uso de créditos de carbono como uma das estratégias para movimentação de recursos atribuídos à facção. O valor total das fraudes investigadas na Operação Compliance Zero pode chegar a R$ 17 bilhões.