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A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia contra Alisson Miranda Pedrosa, de 37 anos, acusado de matar a esposa, a manicure Silvani Paulino de Oliveira Miranda, de 36 anos, a tiros em agosto deste ano, em Contagem, na Grande BH. Ele responderá por feminicídio em contexto de violência doméstica, além de porte ilegal de arma de fogo e fraude processual.
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Segundo a denúncia do Ministério Público, Silvani foi assassinada dentro do salão de manicure onde trabalhava, em um cômodo da própria casa, na presença da filha e de uma cliente. O acusado teria chegado ao local, apagado a luz e efetuado vários disparos contra a mulher. A perícia apontou que a vítima foi atingida por seis tiros nas costas.
A filha do casal contou à polícia que estava próxima da mãe e da cliente quando o pai entrou no salão e atirou contra Silvani. Após o crime, Alisson fugiu em um Fiat Siena prata. O Samu foi chamado, mas o médico responsável constatou a morte da manicure ainda no local.
O Ministério Público apontou qualificadoras que podem aumentar a pena do feminicídio, entre elas o fato de o crime ter sido cometido contra mãe ou responsável por criança, na presença física ou virtual de descendente ou ascendente e com emprego de arma de fogo. Com as circunstâncias apontadas na denúncia, a pena pode variar de 20 a 40 anos de prisão.
Na decisão que recebeu a denúncia, o juiz Elexander Camargos Dinis também manteve a prisão preventiva de Alisson. Segundo o magistrado, o acusado confessou o crime, e a confissão, junto aos demais elementos reunidos durante a investigação, é suficiente nesta fase para indicar a autoria e justificar o recebimento da denúncia. Alisson foi preso no dia seguinte ao assassinato, em uma padaria de Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas.







