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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária de julgamentos que estava marcada para esta quarta-feira (09/09), em Brasília. A decisão ocorre após uma nova escalada da crise interna no STF, provocada pela decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar dois diretores da Polícia Federal (PF) afastados por André Mendonça. A sessão também previa a retomada do julgamento sobre as regras de contribuição social de produtores rurais ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
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Na manhã desta quarta-feira (9), Dino determinou o retorno do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, aos cargos. Os dois haviam sido afastados por Mendonça menos de 24 horas antes. A decisão de Dino aumentou a tensão entre os ministros e incluiu questionamentos sobre a possibilidade de Mendonça analisar o caso individualmente. Dino defendeu que a questão fosse levada ao conjunto do Supremo.
O afastamento dos diretores da PF também provocou reação do governo. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao STF e argumentou que a decisão interferia em uma prerrogativa do presidente da República. Após a decisão de Dino, Rodrigues e Almada foram reintegrados aos cargos.
Em meio ao agravamento da crise, Fachin também cancelou sua participação em um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) previsto para esta quarta-feira. O presidente do STF vem sendo pressionado a adotar uma postura mais ativa diante dos conflitos entre os ministros.
Fachin ainda avalia medidas para tentar reduzir a tensão dentro da Corte. Entre as possibilidades está assumir processos relacionados aos casos Banco Master e INSS, que atualmente estão sob relatoria de Mendonça.







