Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Ataque de Israel destrói café lotado na Faixa de Gaza e mata civis, incluindo crianças e jornalistas

Testemunhas relatam explosão devastadora, corpos mutilados e gritos de pânico
Ataque de Israel a café em Gaza
Ataque de Israel a café em Gaza

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Um ataque aéreo de Israel matou 24 pessoas e deixou dezenas de feridos nesta segunda-feira (30/06) ao atingir a cafeteria Al-Baqa, localizada à beira-mar da Cidade de Gaza. O local, que havia resistido a quase dois anos de bombardeios consecutivos na Faixa de Gaza, era um dos poucos espaços onde famílias buscavam alívio da guerra e acesso à internet. Segundo testemunhas e a Defesa Civil palestina, entre as vítimas estão crianças, idosos, mulheres e jornalistas. A ofensiva israelense, de acordo com o governo de Tel Aviv, tinha como alvo “terroristas do Hamas”, mas relatos locais apontam que o café estava lotado no momento da explosão.

Testemunhas ouvidas pela agência de notícias AFP e pelo jornal britânico The Guardian descreveram a cena como caótica e aterrorizante. Ahmed al Nayrab, de 26 anos, que estava na praia próxima ao estabelecimento, relatou ter ouvido uma forte explosão vinda da cafeteria. “Sempre há muita gente neste lugar, que oferece bebidas, espaços para as famílias e acesso à internet”, contou. “Foi um massacre. Vi pedaços de corpos voando por toda parte, corpos desmembrados e queimados. A cena era congelante. Todos estavam gritando.” Segundo ele, o ataque aconteceu no início da tarde, quando o local estava especialmente cheio.

Danos na cafeteria após ataque israelense

Entre os mortos estão o fotojornalista palestino Ismail Abu Hatab e a artista Frans al-Salmi, que haviam participado de uma exposição internacional recentemente. A jornalista Bayan Abu Sultan, que também estava no café, ficou ferida. O espaço era conhecido por ser ponto de encontro de profissionais da imprensa justamente por fornecer acesso à internet, recurso extremamente escasso em Gaza atualmente, o que reforça a gravidade do ataque.

Outro relato impactante veio de Abu al-Nour, de 60 anos, que estava retornando à cafeteria após o almoço no momento em que o míssil atingiu o local. “Estilhaços voaram para todos os lados, e o lugar se encheu de fumaça e cheiro de pólvora. Eu não conseguia ver nada. Corri em direção ao café e o encontrei destruído. Entrei e vi corpos no chão. Todos os funcionários do café foram mortos”, declarou ao The Guardian. Ele ainda acrescentou: “Havia uma família lá com seus filhos pequenos — por que eles foram escolhidos? Era um lugar onde as pessoas vinham em busca de alívio das pressões da vida.”

Apesar de o governo de Israel alegar que o bombardeio foi direcionado a integrantes do Hamas, os relatos no local contradizem essa versão, reforçando que a maioria das vítimas eram civis desarmados, incluindo pessoas que buscavam apenas um momento de paz em meio ao conflito. O ataque ao Al-Baqa simboliza, mais uma vez, o impacto direto da guerra sobre a população civil da Faixa de Gaza, que enfrenta há meses uma grave crise humanitária.