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Estados Unidos e Irã sinalizaram nesta segunda-feira (20/07) que estão dispostos a retomar as negociações de paz, enquanto mediadores apresentaram uma proposta de cessar-fogo de 10 dias para tentar interromper a escalada do conflito no Oriente Médio. A iniciativa busca restabelecer o acordo provisório firmado no mês passado, que foi interrompido após mais de uma semana de ataques entre os dois países.
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou que Teerã recebeu propostas para reduzir as tensões, mas não revelou detalhes. Já o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país enfrenta uma “guerra em larga escala” com os Estados Unidos. Ainda nesta segunda, o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, deve viajar ao Paquistão, país que atua como mediador nas negociações.
Do lado americano, o governo de Donald Trump também demonstrou abertura para um novo diálogo. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou na noite de domingo (19) que ficaria satisfeito caso as negociações fossem retomadas, mas ressaltou que isso depende de mudanças na postura do Irã. “Se essa porta se abrir, ficaria feliz em vê-la aberta”. Enquanto isso, os confrontos continuaram. A Guarda Revolucionária do Irã informou nesta segunda-feira (20) que atingiu alvos militares americanos em diferentes regiões do Oriente Médio, no nono dia consecutivo de ataques. Trump afirmou que a ofensiva dos EUA foi uma resposta à morte de três militares americanos em ataques iranianos recentes, sendo dois mortos por mísseis disparados contra uma base na Jordânia e outro durante a detonação controlada de um drone.
A escalada também atingiu a infraestrutura da região. O Irã pediu nesta segunda que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condene os ataques americanos que, segundo Teerã, atingiram a usina nuclear de Darkhovin e outros pontos próximos à cidade de Bushehr. Na noite de domingo (19), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu a nona noite seguida de ofensivas contra o Irã, mirando centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis, drones e redes de comunicação. No mesmo período, ataques a instalações de dessalinização aumentaram o risco de escassez de água em partes do Golfo.
A tensão também se refletiu no Estreito de Ormuz. A Autoridade de Aviação Civil do Bahrein informou hoje que sistemas civis de navegação aérea do país foram atingidos por ataques iranianos, embora as operações tenham continuado normalmente. A Guarda Revolucionária afirmou ainda que dois navios-tanque de petróleo “explodiram” ao tentar atravessar uma rota considerada insegura, enquanto, no domingo (19), havia informado apenas um “acidente” envolvendo duas embarcações na mesma região. Separadamente, o serviço britânico de segurança marítima UKMTO informou que uma embarcação foi atingida por um projétil de origem desconhecida na costa de Omã. A tripulação está em segurança, e o porta-voz da diplomacia iraniana afirmou que Teerã não permitirá que o Estreito de Ormuz seja usado para ameaçar a segurança do país.







