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Kaio Jorge, do Cruzeiro, está liberado para enfrentar o Atlético nesta terça-feira (1º/09), pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O atacante foi julgado nesta segunda-feira (31/08) pela 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela entrada em Ruan Tressoldi no clássico da última terça-feira (25/8). Por maioria de votos, o tribunal aplicou suspensão de uma partida, mas converteu a pena em advertência. Com isso, Kaio Jorge não precisará cumprir suspensão e poderá atuar no confronto decisivo.
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O atacante foi denunciado pela Procuradoria com base no artigo 254, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta, mesmo quando não há intenção de causar dano ao adversário. A regra prevê punição de um a seis jogos. O relator do processo, Ramon Rocha Santos, considerou que o lance foi mais do que uma cama de gato e classificou a jogada como temerária. Ele votou pela condenação na pena mínima, de um jogo, com conversão da suspensão em advertência. Renata Baldez Mendonça acompanhou o relator. Raoni Vita também seguiu o voto, destacando a complexidade do caso e avaliando que o lance poderia justificar cartão amarelo ou vermelho.
O único voto contrário à pena definida pela maioria foi o de Gustavo Lisboa. Ele discordou da dosimetria e defendeu três jogos de suspensão para Kaio Jorge, por considerar a falta muito grave. O presidente da 5ª Comissão Disciplinar, Paulo Ronaldo Carvalho, acompanhou o relator. Dessa forma, prevaleceu a decisão de suspender Kaio Jorge por uma partida, com a punição convertida em advertência. Ao anunciar o resultado, Carvalho afirmou: “O atleta Kaio Jorge Pinto Ramos, por maioria foi suspenso por uma partida, suspensão convertida em advertência, divergindo Gustavo Lisboa que o advertia por três partidas”.
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Durante o julgamento, a defesa do Cruzeiro foi feita pelo advogado Michel Assef Filho, que argumentou que a jogada está dentro da dinâmica do futebol e que a gravidade da consequência não deveria, sozinha, determinar a responsabilização disciplinar do atacante. A defesa chegou a questionar uma fala do representante do Atlético durante a sessão, interrompendo o momento da manifestação do clube mineiro. O Atlético foi representado pelo advogado Rafael Libertuci, que adotou uma postura mais dura ao avaliar o lance e classificou a ação de Kaio Jorge como uma “tentativa de homicídio”.
Libertuci também afirmou: “O que o Kaio Jorge fez não foi uma cama de gato, foi uma agressão deliberada. Ele olha o jogador e dá uma ombrada nele. Não é uma cama de gato, é uma tentativa de homicídio. É uma bizarrice sem precedentes”. Em seguida, completou: “Ninguém aguenta mais o Kaio Jorge. Ninguém aguenta mais isso. Ele olhou para o Ruan Tressoldi e desferiu uma pancada sem olhar para a bola”. O advogado ainda citou uma suposta reincidência do atacante em situações envolvendo o Atlético: “Temos um atleta reincidente, que no último clássico fez mão de roubo, pegou também na mão de um atleta nosso que estava com o local lesionado. Ele vem fazendo essas situações em todos os jogos contra o Atlético. A rigidez do STJD vai atingir o Kaio Jorge quando?”. Em outro momento, afirmou: “É um caso muito grave. Poderíamos estar falando no banimento do Kaio Jorge, porque o Ruan Tressoldi poderia ter morrido. A gente não iria estar falando se iria pegar um ou dois jogos. Se ele continuaria a jogar ou não”. A manifestação provocou uma interrupção durante a sessão, após Michel Assef Filho questionar a fala do advogado atleticano.







