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Um ataque da Rússia contra Kiev deixou pelo menos 20 mortos e 90 feridos na madrugada desta quinta-feira (02/07), segundo autoridades ucranianas. O bombardeio, que durou cerca de 11 horas, atingiu a capital da Ucrânia com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, provocando explosões em todos os 10 distritos da cidade e causando destruição em diferentes regiões.
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De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones durante a ofensiva. O porta-voz Yuri Ihnat afirmou que a quantidade de mísseis balísticos utilizada foi incomum e que a taxa de interceptação foi baixa. O país enfrenta escassez de mísseis Patriot, usados na defesa aérea, nos últimos meses.
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O serviço de emergência da Ucrânia informou que dezenas de locais foram danificados em Kiev. Entre as vítimas estão paramédicos e motoristas de ambulâncias. Após o início dos alertas de ataque aéreo, moradores correram para estações de metrô subterrâneas levando crianças, animais de estimação e pertences. Os alertas foram emitidos para grande parte do território ucraniano. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, decretou luto oficial na sexta-feira (03) “em memória das vítimas do maior ataque do inimigo contra a capital”.
Antes do bombardeio, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia alertado sobre a possibilidade de novos ataques e decidiu encurtar sua visita a Dublin, na Irlanda. Após a ofensiva, o presidente voltou a pedir aos Estados Unidos autorização para produzir mísseis Patriot em território ucraniano, com o objetivo de reforçar a defesa aérea e evitar novos ataques semelhantes.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a operação em larga escala e afirmou que a ação foi realizada “em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestruturas civis”. Segundo Moscou, os alvos foram empresas da indústria militar e instalações do setor de energia. Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a Rússia “vai aumentar a pressão sobre o regime de Kiev, para alcançar nossos objetivos estabelecidos”. Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, pediu aos aliados que não adiem decisões sobre o fortalecimento da defesa aérea do país.







