Belo Horizonte, 3 de julho de 2026

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Onda de calor na Europa derrete asfalto, paralisa bondes na Alemanha e já provoca mais de 1.300 mortes

Temperaturas acima de 40°C fizeram o asfalto escorrer sobre os trilhos em Leipzig, interromperam o transporte e ampliam os impactos da pior onda de calor em vários países europeus
Onda de calor na Europa derrete asfalto e já provoca mais de 1.300 mortes
Onda de calor na Europa derrete asfalto e já provoca mais de 1.300 mortes - Foto: Heiko Rebsch/ dpa via AP

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A onda de calor na Europa já provoca impactos graves na infraestrutura e no transporte. Em Leipzig, na Alemanha, temperaturas acima dos 40°C fizeram o asfalto derreter e escorrer sobre os trilhos dos bondes, interrompendo totalmente o serviço no último sábado (27/06). A suspensão atingiu o único sistema de transporte sobre trilhos da cidade e foi mantida até a madrugada de segunda-feira devido aos riscos para a circulação.

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Segundo a empresa de transporte LVB, o calor extremo fez com que o material de vedação entre o asfalto e o concreto se liquefizesse e escorresse para os desvios e trilhos, onde acabou se acumulando. “A massa entre os trilhos e o asfalto se liquefez e chegou a empelotar em alguns pontos”, confirmou uma porta-voz da empresa ao jornal Leipziger Zeitung. Além do calor intenso, o atrito provocado pela passagem dos bondes arrastou a massa de asfalto amolecida por vários metros, agravando a obstrução da via e tornando impossível uma operação segura. A LVB informou que ainda avalia a extensão dos danos e quando o serviço poderá ser totalmente normalizado.

A onda de calor também levou a Alemanha a registrar novos recordes de temperatura. O maior foi de 41,7°C, em Coschen, no estado de Brandemburgo, na fronteira com a Polônia. Antes disso, os termômetros marcaram 41,5°C em Drewitz e 41,3°C em Saarbrücken. O calor ainda afetou parte da frota de ônibus de Leipzig e provocou sobrecarga na rede elétrica, deixando diversos supermercados sem conseguir manter seus sistemas de refrigeração funcionando adequadamente no sábado.

O cenário se repete em outros países europeus. Na República Tcheca, a estação meteorológica de Doksany registrou 41,1°C. Na Suíça, a temperatura chegou a 39°C, estabelecendo um recorde para o mês de junho. Já a Dinamarca registrou 37°C ao norte de Aarhus, também um novo recorde. Na França, os termômetros chegaram a 44,3°C em algumas regiões, provocando paralisações nas redes de energia e ferroviária. O país contabilizou cerca de mil mortes adicionais em apenas três dias, principalmente entre pessoas com mais de 65 anos. Na Espanha, mais de 200 mortes foram associadas ao calor extremo durante quatro dias da primeira onda de calor.

Segundo autoridades, a onda de calor extrema já provocou mais de 1.300 mortes na Europa e continua afetando serviços públicos e infraestrutura em vários países. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse térmico atinge mais de 150 milhões de pessoas no continente, enquanto as temperaturas seguem elevadas em diversas regiões.