Belo Horizonte, 3 de julho de 2026

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Passagem do metrô de BH sobe para R$ 6 e mantém capital com a segunda tarifa mais cara do país

Novo reajuste entrou em vigor nesta quarta-feira e o valor da passagem já acumula aumento de 233% desde 2019
aumento da tarifa do metrô de BH
aumento da tarifa do metrô de BH - Foto: Charles Tôrres/ CBTU Minas via Ministério da Economia

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Quem usa o metrô de Belo Horizonte já paga mais caro a partir desta quarta-feira (1º/07). A tarifa do metrô de BH passou de R$ 5,80 para R$ 6,00, um reajuste de 3,81% autorizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra). O aumento já era esperado, já que o contrato de concessão prevê reajustes anuais no mês de julho. A mudança também afeta as linhas de ônibus metropolitanos e municipais que fazem integração com o sistema.

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Além da passagem do metrô, os valores das tarifas integradas também foram reajustados. Em Belo Horizonte, os ônibus do Grupo A passam a custar R$ 9,35, enquanto as linhas do Grupo B terão tarifa de R$ 10,60. Em Contagem, as linhas de integração do Grupo B passam para R$ 11,60. Já nas demais linhas metropolitanas integradas ao metrô, as passagens variam entre R$ 10,40 e R$ 14,20, conforme o tipo de bilhete utilizado. A autorização para o reajuste foi publicada no Diário Oficial do Estado no último sábado (27).

Com o novo aumento, a tarifa do metrô de Belo Horizonte acumula alta de 233% desde 2019. Na época, quando o sistema ainda era administrado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a passagem custava R$ 1,80. A atual concessionária, Metrô BH, assumiu a operação quando o valor já era de R$ 4,25. Depois disso, a tarifa passou para R$ 5,30 em julho de 2023, R$ 5,50 em 2024, R$ 5,80 em 2025 e agora chega a R$ 6,00. No mesmo período, o IPCA, índice oficial da inflação calculado pelo IBGE, acumulou 49,8% entre janeiro de 2019 e maio de 2026.

A principal mudança para o valor da passagem ocorreu após a concessão do sistema à iniciativa privada. Enquanto era operado pela CBTU, o metrô funcionava com tarifas subsidiadas pelo governo federal, o que manteve o preço em R$ 1,80 durante anos. Com a concessão, o contrato passou a prever reajustes anuais baseados na inflação e nos custos operacionais, com o objetivo de financiar as obras de modernização da rede e a expansão da Linha 2, que ligará o sistema ao Barreiro.

Apesar de ter uma malha menor, Belo Horizonte continua com a segunda tarifa de metrô mais cara do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde o bilhete custa R$ 7,90. A diferença é que o sistema carioca conta com mais de 50 quilômetros de trilhos, enquanto a linha do metrô de BH tem 29,8 quilômetros de extensão, entre as estações Vilarinho, na capital, e Novo Eldorado, em Contagem.