Ouça este conteúdo
O homem de 27 anos acusado de decapitar a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, em Belo Horizonte, será submetido a um exame de sanidade mental. A decisão foi tomada pela Justiça de Minas Gerais nesta quinta-feira (25/06). O crime aconteceu no último domingo (21), no apartamento onde os dois moravam, no bairro Nova Cachoeirinha, na região Noroeste da capital. O suspeito está preso em uma unidade prisional psiquiátrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte e já havia sido diagnosticado com esquizofrenia.
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
A determinação é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Belo Horizonte. A magistrada determinou, com urgência, que a unidade prisional providencie o encaminhamento do investigado para a perícia de sanidade mental, marcada para a próxima segunda-feira (29), às 9h. O procedimento foi solicitado pela Polícia Civil de Minas Gerais e recebeu parecer favorável do Ministério Público de Minas Gerais.
Mesmo com a instauração do incidente de sanidade mental, a Justiça decidiu não suspender o inquérito policial. Como o investigado permanece preso, as investigações continuarão normalmente para que os prazos legais sejam cumpridos. Na quarta-feira (24), a prisão em flagrante dele também foi convertida em prisão preventiva.
Durante a audiência de custódia, o suspeito afirmou que “ouviu uma voz ordenando que matasse a mãe”. Ele disse que mantinha uma “relação difícil” com ela, mas afirmou que não houve discussão nem agressão antes do crime e que “o conflito ocorreu internamente consigo mesmo”. Também relatou que deixou de seguir o tratamento psiquiátrico recomendado, apesar do diagnóstico de esquizofrenia recebido quando morava em Portugal, onde, segundo ele, já havia apresentado surtos psicóticos, mas nunca tinha agredido ninguém.
O homem contou ainda que morava com a mãe havia cerca de um ano, desde que voltou de Portugal. Segundo seu depoimento, ele decidiu ir até o quarto da vítima para matá-la motivado por um sentimento de vingança que atribuiu a uma suposta negligência materna, embora tenha reconhecido que ela nunca deixou faltar nada e era responsável por todas as despesas da casa enquanto ele estava desempregado. Após o crime, ocorrido por volta das 5h de domingo (21), ele disse que tomou banho, foi dormir, pensou em acionar a polícia, mas desistiu, e declarou estar arrependido mais por ter matado a mãe do que pela possibilidade de ser preso.







