Belo Horizonte, 28 de junho de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

MP investiga contratos de publicidade de Neymar Jr., Virginia Fonseca, Lucas Lira e Sunaika Bruna com casa de apostas Blaze

Promotoria de Defesa do Consumidor apura campanhas de marketing de apostas online e pede documentos para investigar possíveis irregularidades na divulgação da plataforma
MPDFT apura contratos de Neymar Jr., Virginia Fonseca, Lucas Lira e Sunaika Bruna com casa de apostas
MPDFT apura contratos de Neymar Jr., Virginia Fonseca, Lucas Lira e Sunaika Bruna com casa de apostas - Fotos: Reprodução Instagram/ Montagem Gemini

Ouça este conteúdo

0:00

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), pediu acesso aos contratos de publicidade do jogador Neymar Jr e da influenciadora Virginia Fonseca com a plataforma de apostas Blaze. O objetivo da investigação é analisar como são feitas as campanhas de marketing, principalmente o uso da expressão “renda extra” em ações de divulgação de apostas online.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

A apuração do MPDFT mira possíveis irregularidades na publicidade de apostas online feita por influenciadores digitais e figuras públicas. O órgão também quer entender como funciona a remuneração dos embaixadores da plataforma e aponta suspeitas de publicidade enganosa. Além de Neymar e Virginia, os contratos de Lucas Lira e Sunaika Bruna também foram solicitados.

O inquérito civil público foi aberto na última sexta-feira (19/06), após denúncias envolvendo retenção de valores de usuários e justificativas consideradas genéricas pela plataforma. Um relatório técnico citado na investigação reúne mais de 42 mil reclamações registradas contra a empresa em diferentes canais de atendimento.

Segundo o MPDFT, o caso pode levar a uma sanção com pedido de indenização por danos morais coletivos que pode chegar a R$ 120 milhões. Entre os pontos analisados estão bloqueios de contas, retenção de valores, cláusulas contratuais consideradas abusivas, regras de bônus e possíveis falhas na proteção ao consumidor.

A Prodecon também solicitou relatórios do Reclame Aqui dos últimos 12 meses, além de documentos sobre abertura, bloqueio e encerramento de contas, políticas de bônus e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) foi acionada para enviar dados sobre reclamações e processos administrativos. O MPDFT reforça que Neymar e Virginia não são investigados, e o foco está na atuação da plataforma e na conformidade das práticas de publicidade e consumo.