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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o espelho d’água do Lincoln Memorial, em Washington, sofreu vandalismo, produtos químicos ilegais e danos após reforma, em meio a uma investigação que já envolve detenções e suspeitas sobre o caso. O espaço, que passou por uma reforma de cerca de US$ 14,7 milhões, apresentou problemas poucas semanas após ser reaberto, incluindo desgaste no revestimento e proliferação de algas.
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Segundo Trump, houve um “corte de cerca de 90 metros de comprimento” e a presença de substâncias colocadas ilegalmente na água. Ele não apresentou provas para sustentar as afirmações e reforçou a acusação em uma rede social, afirmando que responsáveis poderão ser punidos. “Existe uma pena de 10 anos de prisão para a destruição, ou mesmo para a tentativa de destruição, desse tipo de patrimônio — e ela será aplicada integralmente!”, escreveu.
Após o surgimento dos danos no espelho d’água, o Departamento do Interior informou que cinco pessoas foram presas por suspeita de vandalismo, outras cinco receberam notificações federais e 14 boletins de ocorrência foram registrados. Entre os detidos está o ex-canoísta olímpico americano David Hearn, que afirmou à CNN que apenas tocou em um pedaço do revestimento já solto e negou qualquer ato de vandalismo.
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O caso ganhou peso político em Washington. Aliados de Trump afirmam que houve tentativa de sabotagem ao projeto de revitalização, enquanto críticos afirmam que os problemas podem estar ligados à própria execução da obra, que teria sido mal planejada e mal executada, resultando em falhas estruturais logo após a reforma. Esses críticos também apontam que, em vez de reconhecer possíveis erros no projeto, Trump estaria direcionando a responsabilidade para outras pessoas e apoiando detenções de quem questiona ou aponta essas falhas. Também há questionamentos sobre a atenção dada ao caso em meio a outras crises nos Estados Unidos, como tensões internacionais e alta de preços.
Além disso, grupos ambientais e opositores da reforma destacam que o surgimento de algas e o descascamento do revestimento reforçam suspeitas sobre a qualidade da obra. O espelho d’água já teve uma nova drenagem aprovada para reparos, e a empresa responsável afirmou que vai corrigir os problemas dentro da garantia. O Departamento de Justiça e a Procuradoria de Washington analisam os registros da polícia, enquanto segue a investigação sem provas públicas que confirmem sabotagem ou os cortes citados por Trump.







