Belo Horizonte, 23 de junho de 2026

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Trump culpa vandalismo pelos estragos no espelho d’água do Lincoln Memorial

Caso envolve detenções de suspeitos acusados de sabotagem e levanta dúvidas sobre falhas na execução da reforma do espelho d’água em Washington
Espelho d’água do Lincoln Memorial apresenta problemas após reforma
Espelho d’água do Lincoln Memorial apresenta problemas após reforma - Foto: REUTERS/Eric Lee/Evan Vucci/Annabelle Gordon

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o espelho d’água do Lincoln Memorial, em Washington, sofreu vandalismo, produtos químicos ilegais e danos após reforma, em meio a uma investigação que já envolve detenções e suspeitas sobre o caso. O espaço, que passou por uma reforma de cerca de US$ 14,7 milhões, apresentou problemas poucas semanas após ser reaberto, incluindo desgaste no revestimento e proliferação de algas.

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Segundo Trump, houve um “corte de cerca de 90 metros de comprimento” e a presença de substâncias colocadas ilegalmente na água. Ele não apresentou provas para sustentar as afirmações e reforçou a acusação em uma rede social, afirmando que responsáveis poderão ser punidos. “Existe uma pena de 10 anos de prisão para a destruição, ou mesmo para a tentativa de destruição, desse tipo de patrimônio — e ela será aplicada integralmente!”, escreveu.

Após o surgimento dos danos no espelho d’água, o Departamento do Interior informou que cinco pessoas foram presas por suspeita de vandalismo, outras cinco receberam notificações federais e 14 boletins de ocorrência foram registrados. Entre os detidos está o ex-canoísta olímpico americano David Hearn, que afirmou à CNN que apenas tocou em um pedaço do revestimento já solto e negou qualquer ato de vandalismo.

O caso ganhou peso político em Washington. Aliados de Trump afirmam que houve tentativa de sabotagem ao projeto de revitalização, enquanto críticos afirmam que os problemas podem estar ligados à própria execução da obra, que teria sido mal planejada e mal executada, resultando em falhas estruturais logo após a reforma. Esses críticos também apontam que, em vez de reconhecer possíveis erros no projeto, Trump estaria direcionando a responsabilidade para outras pessoas e apoiando detenções de quem questiona ou aponta essas falhas. Também há questionamentos sobre a atenção dada ao caso em meio a outras crises nos Estados Unidos, como tensões internacionais e alta de preços.

Além disso, grupos ambientais e opositores da reforma destacam que o surgimento de algas e o descascamento do revestimento reforçam suspeitas sobre a qualidade da obra. O espelho d’água já teve uma nova drenagem aprovada para reparos, e a empresa responsável afirmou que vai corrigir os problemas dentro da garantia. O Departamento de Justiça e a Procuradoria de Washington analisam os registros da polícia, enquanto segue a investigação sem provas públicas que confirmem sabotagem ou os cortes citados por Trump.