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A Rússia declarou nesta sexta-feira (19/06) que manterá os ataques aéreos contra a Ucrânia e afirmou que o governo de Kiev não demonstra interesse em negociações para encerrar o conflito. A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em meio à escalada dos confrontos entre os dois países e após novos ataques de drones ucranianos atingirem a região de Moscou.
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Durante coletiva de imprensa, Peskov reconheceu que a Ucrânia tem obtido êxito em algumas ofensivas com drones contra a capital russa. Segundo ele, autoridades russas estão adotando medidas para minimizar os impactos dessas ações. “Os ataques aéreos russos contra a Ucrânia continuarão. A política da Ucrânia não busca negociações”, afirmou o porta-voz.
Peskov também comentou as manifestações de líderes europeus durante a cúpula do G7, que reforçaram apoio ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e discutiram novas sanções contra Moscou. O representante do Kremlin criticou a postura dos países europeus e disse que a Rússia não aceitará pressões ou ultimatos nas tratativas diplomáticas.
As declarações acontecem um dia após um grande ataque de drones lançado pela Ucrânia atingir uma importante refinaria de petróleo em Moscou pela segunda vez na mesma semana. De acordo com o governo russo, os sistemas de defesa derrubaram 555 drones em diferentes regiões do país, sendo 180 apenas na área da capital. Além da refinaria, um prédio residencial, uma instalação industrial e casas foram danificados, enquanto o principal aeroporto da cidade precisou suspender temporariamente as operações.
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Ao mesmo tempo, autoridades ucranianas relataram ataques russos com mísseis balísticos contra Kiev e alertas aéreos em grande parte do país. Na cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, uma pessoa morreu após um ataque de drone. No início da semana, outra ofensiva deixou 10 mortos, provocou um incêndio de grandes proporções e causou danos à Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais importantes da Ucrânia. A Rússia nega ter atingido o local.







