Belo Horizonte, 15 de junho de 2026

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Niño Guerrero é morto em operação dos EUA na Venezuela

Apontado como líder do Tren de Aragua, criminoso mais procurado da região tinha recompensa milionária e comandava uma facção com ramificações em vários países, incluindo o Brasil
Foto: Governo da Venezuela

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, foi morto em uma operação militar realizada pelas Forças Armadas norte-americanas na Venezuela. Apontado como líder do Tren de Aragua, grupo criminoso com atuação em vários países das Américas, ele era considerado um dos criminosos mais procurados da região.

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Segundo Trump, a ação foi conduzida pelo Comando Sul dos Estados Unidos em um ataque classificado por ele como “rápido e letal”, realizado em cooperação com o governo venezuelano. O secretário de Defesa dos EUA confirmou que a operação ocorreu no início desta semana. De acordo com informações divulgadas pelo presidente norte-americano, a ofensiva aconteceu no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela.

Foto: Reuters/Trump Social Media/

Niño Guerrero, de 43 anos, tinha uma recompensa de até US$ 5 milhões, cerca de R$ 25,3 milhões, oferecida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele ganhou notoriedade por transformar uma gangue surgida dentro de um presídio em uma organização criminosa transnacional. Até fugir da prisão de Tocorón, em 2023, o criminoso comandava as atividades do grupo a partir de uma residência de luxo instalada dentro da unidade prisional.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o Tren de Aragua é uma organização terrorista estrangeira e declarou que seus integrantes “não têm mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar”. Já o governo venezuelano se referiu ao grupo como uma organização criminosa e informou que continuará adotando medidas para garantir a segurança da população.

O Tren de Aragua mantém presença em diversos países do continente e estabeleceu alianças com grupos criminosos locais. No Brasil, a facção ampliou sua atuação principalmente na Região Norte, com registros de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em Roraima. No fim de maio, o Departamento de Estado dos EUA passou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas criminosas.