Belo Horizonte, 11 de junho de 2026

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Irã ameaça abandonar jogos da Copa do Mundo e expõe nova onda de polêmicas do torneio

Seleção iraniana diz que pode interromper partidas diante de protestos nos estádios, enquanto restrições de entrada, recusas de vistos e barreiras a torcedores ampliam a pressão sobre a organização do Mundial de 2026
Irã ameaça abandonar jogos da Copa do Mundo
Irã ameaça abandonar jogos da Copa do Mundo - Foto: Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

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A seleção do Irã ameaçou abandonar partidas da Copa do Mundo de 2026 caso torcedores exibam bandeiras não autorizadas ou façam manifestações contra a equipe nos estádios. A declaração foi atribuída ao ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, que afirmou que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) foi informada sobre a possibilidade de interrupção dos jogos. O episódio aumenta a lista de controvérsias que já marcavam o torneio antes mesmo de a bola rolar.

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Segundo a imprensa iraniana, o governo do país também recebeu garantias de que não haverá incidentes durante a partida contra o Egito. O confronto já havia sido alvo de discussões fora de campo após as federações dos dois países pedirem à FIFA que evitasse ações relacionadas ao orgulho LGBTQIA+ durante o jogo em Seattle, programado para ocorrer no mesmo fim de semana da tradicional parada da cidade.

Além das questões políticas, o Irã enfrenta dificuldades logísticas na competição. A federação iraniana informou que perdeu sua cota oficial de ingressos poucos dias antes do início do Mundial, afetando torcedores que já haviam organizado viagens para acompanhar a seleção. A equipe está treinando em Tijuana, no México, e permanecerá baseada no país vizinho durante a Copa.

Inicialmente, surgiram relatos de que os jogadores seriam obrigados a deixar os Estados Unidos imediatamente após cada partida, sem poder pernoitar no país. Posteriormente, o Departamento de Segurança Interna americano informou que a equipe poderá entrar nos EUA um dia antes dos jogos, mas seguirá baseada no México durante o torneio.

O Mundial também acumula outras polêmicas envolvendo o país-sede. Entre os casos relatados estão revistas severas em integrantes das delegações de Senegal e Uzbequistão na chegada aos Estados Unidos, o envio de volta à Somália de um árbitro africano apesar de portar passaporte diplomático, a negativa inicial de acesso ao país ao jogador da seleção suíça Breel Embolo, a barragem de um fotógrafo da seleção do Iraque mesmo com visto válido, a recusa de vistos para 14 membros da comissão de apoio do Irã e a negativa de entrada no país para grande parte dos fãs marroquinos que já haviam adquirido ingressos.