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O número de mortos no terremoto que atingiu o sul das Filipinas subiu para 46 nesta quarta-feira (10/06), após equipes de resgate localizarem mais um corpo sob os escombros de um supermercado. O tremor, de magnitude 7,8, ocorreu na segunda-feira na região da ilha de Mindanao, provocando desabamentos, rachaduras no solo e alerta de tsunami em diferentes áreas do Pacífico.
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De acordo com a agência nacional de desastres do país, o balanço foi atualizado de 41 para 46 mortes. O número de desaparecidos também aumentou, passando de quatro para 17 pessoas. Segundo o Centro Sismológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto foi registrado por volta das 7h37 no horário local, a cerca de 35 quilômetros de profundidade.
Após o tremor, autoridades emitiram alertas de tsunami nas Filipinas, na Indonésia e também por meio do Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos. Moradores de regiões costeiras foram orientados a deixar as áreas de risco e procurar locais mais elevados.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., determinou a mobilização de órgãos do governo para reforçar as operações de resgate e assistência às vítimas. A cidade de General Santos, com aproximadamente 700 mil habitantes, foi a mais afetada. Segundo a Defesa Civil, grande parte das mortes ocorreu na província de Davao Ocidental, principalmente em deslizamentos de terra e desabamentos de edificações. Uma avaliação preliminar aponta danos em cerca de 2,5 mil residências e em 117 prédios e instalações públicas.


Os impactos do terremoto também atingiram a infraestrutura e a educação. O Aeroporto Internacional de General Santos permaneceu fechado pelo segundo dia seguido, levando ao cancelamento de 63 voos domésticos, exceto os destinados a missões humanitárias. Além disso, cerca de 6 mil escolas públicas nas áreas afetadas precisarão passar por inspeções antes da retomada das aulas, devido ao risco de colapso provocado por tremores secundários.







