Belo Horizonte, 9 de junho de 2026

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Flávio Bolsonaro pede que STF declare Moraes suspeito em caso Vorcaro e o Banco Master

Senador solicita afastamento do ministro em processos ligados ao empresário Daniel Vorcaro e cita contrato com escritório da esposa de Alexandre de Moraes e mensagens atribuídas ao banqueiro
Foto: Reprodução

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito em processos que envolvem o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A solicitação foi feita após Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação sobre a relação entre Vorcaro e o parlamentar.

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Na petição, a defesa de Flávio argumenta que existe um possível conflito de interesses devido a um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, que pertence à advogada Viviane Barci, esposa do ministro. Segundo os advogados, essa ligação comprometeria a imparcialidade necessária para que Moraes atue em casos relacionados ao banco e ao seu antigo controlador.

O pedido de investigação que motivou a manifestação da PGR foi apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar questiona a relação entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro no financiamento do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado “Dark Horse”, citando negociações de valores milionários entre os envolvidos.

Na ação protocolada no STF, os advogados de Flávio afirmam que “o fato de a esposa do ministro Alexandre de Moraes ser advogada do Banco Master parece retirar de Sua Excelência a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento formulado pelo deputado federal Lindbergh Farias no inquérito originário 4.995/DF, o qual envolve justamente o Banco Master e seu antigo controlador”.

A defesa também menciona mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro que, segundo o pedido, teriam sido trocadas entre o banqueiro e Alexandre de Moraes. Os advogados sustentam que esses elementos, somados ao vínculo profissional entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro, seriam suficientes para questionar a imparcialidade do magistrado em procedimentos que envolvam o empresário.