Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Justiça mantém preso Renê Júnior acusado de matar gari em BH

Decisão do TJMG rejeita habeas corpus e aponta gravidade do crime como motivo para manter empresário detido
Justiça mantém preso Renê Júnior acusado de matar gari em BH
Justiça mantém preso Renê Júnior acusado de matar gari em BH - Foto: Reprodução / Redes sociais

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A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de habeas corpus e manteve preso Renê Júnior, acusado de matar o gari Laudermir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (09/04). Renê responde por homicídio triplamente qualificado, além de porte ilegal de arma de fogo e fraude processual. Este foi o primeiro pedido de liberdade apresentado pela defesa, que também acabou rejeitado.

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No recurso, os advogados pediram a anulação da prisão preventiva, a expedição de alvará de soltura e a substituição da prisão por medidas cautelares. Além disso, argumentaram que a decisão que mantém Renê preso teria “fundamentação genérica”. A defesa também destacou que ele é réu primário, tem residência fixa e bons antecedentes, pontos que, segundo os advogados, justificariam a liberdade.

No entanto, o relator do caso, desembargador Maurício Pinto Ferreira, entendeu que a gravidade do crime e a repercussão do caso justificam a manutenção da prisão. Segundo ele, as condições pessoais apresentadas pela defesa não são suficientes para revogar a medida. Os desembargadores Henrique Abi-Ackel Torres e Âmalin Aziz Sant’Ana acompanharam integralmente o voto.

O crime aconteceu na manhã de 11 de agosto de 2025, na rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com testemunhas, o desentendimento começou porque um caminhão de lixo estava parado durante a coleta. Renê Júnior teria se irritado, ameaçado a motorista com uma arma e, em seguida, disparado contra os garis que tentaram intervir. Laudermir, que não participava da discussão, foi atingido.

A investigação também apontou que a arma usada no crime está registrada em nome da delegada Ana Paula Balbino, esposa de Renê e integrante da Polícia Civil de Minas Gerais. Ele afirmou que pegou a pistola sem o consentimento da companheira, porém a apuração indicou que era comum ela deixar a arma com ele. Renê foi indiciado por homicídio qualificado, ameaça e porte ilegal de arma, enquanto a delegada também foi indiciada e é investigada pela Corregedoria. Ela está afastada do cargo por 60 dias desde 13 de agosto, conforme publicação no Diário Oficial, sem detalhamento do motivo.