Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Mulher é internada em estado grave após uso de caneta emagrecedora ilegal em BH

Medicamento trazido do Paraguai provocou intoxicação, pancreatite e suspeita de síndrome neurológica
Mulher é internada em estado grave após uso de caneta emagrecedora ilegal em BH
Mulher é internada em estado grave após uso de caneta emagrecedora ilegal em BH - Foto: Reprodução / TV Globo

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Uma mulher de Belo Horizonte, de 42 anos, está internada desde dezembro de 2025 após apresentar complicações graves relacionadas ao uso de uma caneta emagrecedora vendida de forma ilegal e sem prescrição médica. O produto, segundo a família, veio do Paraguai e não tem registro no Brasil. Atualmente, Kellen Oliveira Bretas Antunes está em tratamento no Hospital das Clínicas da UFMG, no bairro Santa Efigênia, na região Leste da capital, e o quadro de saúde agora é considerado estável.

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De acordo com a filha, Dhulia Antunes, de 27 anos, os primeiros sintomas surgiram no dia 17 de dezembro, quando a mãe procurou o Hospital João XXIII com fortes dores abdominais. Naquele momento, Kellen usava a medicação havia cerca de um mês. “Após a realização dos exames, foi constatada uma pancreatite decorrente de uma intoxicação medicamentosa provocada pelo uso dessa ampola. No dia 25 de dezembro, ela recebeu alta e voltou para casa”, relatou.

Entretanto, poucos dias depois, no dia 27 de dezembro, Kellen voltou a passar mal, desta vez com fraqueza muscular intensa. Ela procurou o Hospital Júlia Kubitschek, no bairro Milionários, região do Barreiro, onde ficou internada por dois dias antes de ser encaminhada à UTI em estado grave. “A partir disso, ela passou a usar respirador, porque não conseguia respirar sozinha, e o problema atingiu os pulmões”, contou a filha.

Após novos exames, surgiu a suspeita de que Kellen tenha desenvolvido a Síndrome de Guillain-Barré, uma condição que afeta os músculos e os movimentos do corpo. Por isso, ela foi transferida no dia 15 para o Hospital das Clínicas da UFMG, onde permanece em acompanhamento médico. “Ela consegue se comunicar pouco, mas está muito melhor. Estamos confiantes na recuperação. Ainda não foi confirmado se é de fato a doença, porque não sabemos a composição do medicamento. No entanto, o médico acredita que o remédio tenha sido o gatilho”, afirmou Dhulia.

Segundo a família, a composição da caneta emagrecedora ainda não pôde ser identificada. O produto foi entregue inicialmente no Hospital João XXIII, mas a equipe médica constatou que se tratava de um medicamento vindo do Paraguai, o que impediu a análise naquele momento. “Agora, o remédio está com as equipes da UFMG, e vamos aguardar qual será o resultado”, explicou a filha. A Anvisa alerta que canetas emagrecedoras sem autorização não podem ser comercializadas no Brasil e que o uso desses produtos dificulta a identificação de efeitos colaterais, além de impedir ações regulatórias quando surgem complicações.