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Belo Horizonte terá, a partir de 2026, um Dia Municipal da Parada do Orgulho LGBT, celebrado anualmente no terceiro domingo de julho. A medida está na Lei nº 11.962, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta sexta-feira (16/01) e assinada pelo prefeito em exercício, Juliano Lopes. Com isso, a data passa a integrar oficialmente o calendário da capital mineira, reforçando o reconhecimento institucional da Parada do Orgulho LGBT em BH.
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Além disso, a nova lei tem origem no Projeto de Lei nº 411/25, apresentado na Câmara Municipal pelos vereadores Pedro Patrus e Dr. Bruno Pedralva, e pelas vereadoras Cida Falabella, Iza Lourença, Juhlia Santos e Luiza Dulci. Assim, a iniciativa formaliza a data e cria base legal para ações do município relacionadas ao evento e ao tema da diversidade.
A norma também autoriza o poder público municipal a promover ações educativas e informativas ligadas ao Dia Municipal da Parada do Orgulho LGBT. O foco, portanto, é incentivar o respeito à diversidade, a promoção dos direitos humanos e o fortalecimento da cidadania da população LGBT. Conforme o texto legal, “o poder público municipal poderá organizar atividades de caráter educativo e informativo referentes ao dia comemorativo, visando à construção de uma cultura de respeito à diversidade, aos direitos humanos e à cidadania LGBT”.
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Com a sanção da lei, a Parada do Orgulho LGBT deixa de ser apenas um evento da sociedade civil e passa a ser oficialmente reconhecida pelo município. Atualmente, Belo Horizonte já sediou 26 edições da Parada, que é organizada pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero (Cellos). Segundo a organização, a oficialização era necessária porque “fazer parte do calendário oficial da cidade é também reconhecer a importância das mulheridades e das sapatonas”.
Ainda de acordo com o Cellos, a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de BH teve início com uma mulher e, hoje, é uma das maiores do país. Em nota, a entidade afirmou: “Após dez anos de luta pela oficialização do Dia Municipal da Parada do Orgulho LGBTQIA+, nada faz mais sentido do que reconhecer esse momento democrático da cidade, que já existe, gera retorno financeiro, insere Belo Horizonte no cenário do turismo e da cultura, contribui para o reconhecimento de artistas locais e, sobretudo, afirma a cidadania e a identidade LGBT”.







