Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Polícia Civil apreende carros de luxo e fuzil em operação contra esquema ligado ao PCC

Ação em São Paulo mira tráfico vindo da fronteira com o Paraguai, encontra dinheiro em espécie, armas de guerra e revela padrão de vida elevado dos investigados
Foto: Reprodução/ SSP-SP

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A Polícia Civil de São Paulo apreendeu carros de luxo, armas e dinheiro durante uma operação contra um esquema de tráfico de drogas ligado ao PCC, responsável por trazer entorpecentes da fronteira com o Paraguai para abastecer o mercado paulista. A ação ocorreu nesta quinta-feira (18/12) e resultou na prisão de um homem, além da apreensão de um fuzil calibre 7,62, outras armas e veículos de alto padrão.

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Entre os bens recolhidos estão um Porsche, um carro e uma moto da BMW, o que, segundo os investigadores, confirma o padrão de vida elevado mantido pelos envolvidos no esquema criminoso. Além disso, nos endereços alvo da operação, os policiais encontraram R$ 180 mil e US$ 3 mil em dinheiro vivo, reforçando os indícios de lavagem de dinheiro.

Ao todo, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas na capital paulista, em Carapicuíba, Bragança Paulista e Botucatu, além de endereços em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, cidade localizada na fronteira com o Paraguai e apontada como ponto estratégico para a compra das drogas.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram há cerca de quatro meses, após a identificação de integrantes de uma quadrilha especializada no tráfico. Com autorização judicial para a quebra de sigilo telefônico e telemático, os investigadores avançaram nas apurações e descobriram um esquema maior, envolvendo negociações diretas na região de fronteira para aquisição das drogas e posterior revenda em São Paulo, com lucro elevado.

“Com esse serviço ilícito, eles adquiriram bens, imóveis, carros de luxo, relógios e outros itens de alto valor. Todo o dinheiro obtido era lavado por meio de empresas de fachada, para passar despercebido”, explicou o delegado Tárcio Severo, que coordenou a operação. Segundo ele, “nós conseguimos retirar os recursos para que eles não consigam mais investir nesse esquema ilícito, além de apreender o que foi adquirido por meio do crime”.