Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Pintor é preso suspeito de abusar de crianças em creche clandestina na Região Metropolitana de BH

Vítimas têm entre 1 ano e 11 meses e 8 anos em um espaço que atendia até 15 crianças sem supervisão e agora é investigado por outros possíveis abusos
Pintor preso suspeito de abusar de crianças em creche clandestina
Pintor preso suspeito de abusar de crianças em creche clandestina - Foto: PCMG

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Um pintor de 57 anos foi preso pela Polícia Civil, em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspeito de abusar sexualmente de pelo menos quatro crianças em uma creche clandestina que funcionava na casa onde ele morava com a companheira. As vítimas identificadas até o momento são três meninas, entre 4 e 8 anos, e um menino de 1 ano e 11 meses, e a investigação segue para verificar se outros menores também foram violentados, já que a mulher cuidava de 13 a 15 crianças no local.

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Os crimes começaram a ser revelados em 12 de novembro, quando pais de duas alunas registraram boletins de ocorrência por estupro de vulnerável. A menina de 10 anos contou que os abusos aconteciam repetidas vezes, principalmente quando a esposa do suspeito não estava. Com esse relato, outras vítimas decidiram falar, e quatro mães procuraram a delegacia, conforme informou a delegada Nicole Perim durante coletiva no Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam), em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (24/11).

A investigação mostra que o primeiro registro partiu de uma menina de 7 anos, que contou ter sido tocada nas partes íntimas. Depois, vieram as denúncias das mães de duas irmãs, de 4 e 8 anos. A mais velha relatou que, há cerca de três meses, o suspeito a colocou no colo fingindo fazer cosquinhas e tocou suas partes íntimas. A mãe acreditou que pudesse ser um acidente, mas a irmã mais nova revelou ter passado pelo mesmo abuso e ainda relatou ter sido forçada a participar de um ato contra o bebê de 1 ano e 11 meses.

As crianças também disseram que o pintor fazia ameaças, afirmando que tudo era um “segredinho” e que, se contassem, “todos seriam presos”, além de dizer que elas “não veriam mais o pai e a mãe”. A creche clandestina não tinha câmeras nem qualquer sistema de monitoramento, o que contribuiu para que os abusos não fossem descobertos antes. Mesmo assim, testemunhas afirmaram que o suspeito ficava sozinho com as crianças em vários momentos, já que trabalhava como autônomo e permanecia na casa quando a esposa saía para levar outras crianças à escola.

Ao ser preso, o homem optou por permanecer em silêncio, limitando-se a dizer que é inocente. Sua companheira também negou as acusações, afirmando que ele nunca ficava sozinho com os menores. No entanto, os relatos das vítimas e das famílias sustentam a investigação conduzida pela Polícia Civil.