Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Trump pressiona e impõe prazo final à Ucrânia para aceitar acordo de paz com a Rússia

Plano dos EUA redefine limites para a Ucrânia e reacende disputa por influência entre Washington, Moscou e Europa
Foto: Euronews

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O presidente Donald Trump, a Ucrânia, a Rússia e o novo acordo de paz formam o centro de uma disputa diplomática que entrou em fase decisiva. Nesta sexta-feira (21/11), Trump afirmou que vai esperar até quinta-feira (27) pela resposta da Ucrânia ao plano americano, enquanto a Casa Branca defende que a proposta é “equilibrada”. Segundo fontes, Trump pressiona para que Kiev aceite o acordo já na próxima semana, o que aumenta a tensão política em um dos momentos mais sensíveis desde o início da guerra.

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A proposta enviada a Volodymyr Zelensky apresenta condições duras. A Ucrânia, por exemplo, ficaria impedida de entrar na Otan, embora recebesse garantias de uma resposta coordenada caso fosse atacada novamente. Além disso, o país poderia seguir rumo à União Europeia, realizar eleições em até 100 dias e aplicar anistia geral a todos os envolvidos em ações durante o conflito. Entretanto, teria de ceder territórios à Rússia. Em troca, Moscou seria reintegrada ao comércio internacional e poderia voltar ao G8.

Enquanto isso, a Europa tenta recuperar espaço no processo, já que ficou praticamente de fora das conversas mantidas entre Estados Unidos e Rússia. Por isso, nesta sexta (21), líderes da Alemanha, França e Reino Unido se reuniram em videoconferência com Zelensky para definir uma posição conjunta. A estratégia europeia busca garantir participação direta no desenho da paz, especialmente porque o continente teme os impactos políticos e de segurança caso o acordo avance sem sua influência.

Zelensky confirmou que recebeu o documento de Washington e, em discurso à nação, destacou que a Ucrânia vive “um dos momentos mais difíceis da história”. Ele afirmou que conta com o apoio europeu, considerando que a Rússia está às portas do bloco e que a Ucrânia funciona como um escudo entre o continente e os planos de Vladimir Putin. O presidente também teve conversas com o vice-presidente americano J. D. Vance e com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, enquanto a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reforçou que tanto Kiev quanto a União Europeia devem participar diretamente do processo.

Do lado russo, o Kremlin declarou que a janela de decisão para Zelensky está se estreitando, já que as tropas avançam no terreno e aumentam a pressão militar, o que reforça a urgência em torno da resposta ucraniana.