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Um jovem de 24 anos foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta terça-feira (11/11), em Belo Horizonte, suspeito de agredir, ameaçar e divulgar vídeos íntimos da ex-namorada, uma adolescente de 17 anos. A prisão aconteceu durante a Operação Fórfex, realizada no bairro Serra, região Centro-Sul da capital. O suspeito também é investigado por cortar o cabelo da vítima e criar um perfil falso com o nome dela para expor o conteúdo.
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Segundo as investigações, em outubro deste ano, o homem não aceitou o fim do relacionamento e passou a perseguir a ex-companheira. Revoltado, ele colocou fogo nas roupas da adolescente, quebrou a porta da casa onde moravam e a agrediu com socos e puxões de cabelo. Ainda conforme a Polícia Civil, o agressor chegou a chamar os primos para participar das agressões. Enquanto um deles segurava a vítima, os outros a espancavam.
A PCMG informou que o homem também ameaçava a ex-namorada, dizendo possuir uma arma de fogo e prometendo deixá-la careca. Parte do cabelo da adolescente foi cortada, e ela só conseguiu escapar com a ajuda de pessoas próximas. Durante a operação, os policiais apreenderam o celular do suspeito, que já tinha passagens por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
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De acordo com a delegada Marina Prado, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a investigação começou no dia 5 de novembro, após a mãe da vítima registrar boletim de ocorrência. “Dias depois, o suspeito coagiu a vítima a conversar com ele sob ameaça de chamar ‘bandidos’ para agredi-la. Uma amiga dela presenciou quando, após uma conversa inicial, o investigado forçou a cabeça da adolescente contra o colo e tentou golpeá-la na nuca com uma tesoura de ponta”, explicou a delegada.
A autoridade policial destacou que a sequência de agressões exigiu ação imediata. “A continuidade das ações criminosas aumentou o risco à integridade da vítima. Além disso, há informações de que o investigado pertence a um grupo criminoso e continua recebendo apoio dessa associação”, afirmou Marina. O homem segue preso e é investigado por lesão corporal qualificada, ameaça e divulgação de conteúdo íntimo envolvendo adolescente.







