Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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PF desarticula esquema milionário de fraudes em licitações e desvio de emendas parlamentares

Oitava fase da Operação Overclean cumpre mandados em quatro estados e mira ex-secretários, empresários e o secretário nacional do Podemos em investigação sobre desvio de recursos e lavagem de dinheiro
Foto: Agência Brasil

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (31/10) a oitava fase da Operação Overclean, que investiga fraudes em licitações, desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que teria atuado em contratos públicos no estado do Tocantins. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de valores obtidos de forma ilícita em Brasília (DF), São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO). As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Entre os alvos da operação estão Luiz França, secretário nacional do Podemos; Éder Martins Fernandes, ex-secretário de Educação do Tocantins; Claudinei Aparecido Quaresemin, ex-secretário extraordinário de Parcerias e Investimentos do estado; e Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor da Secretaria de Educação de Goiânia. De acordo com a PF, empresários também fazem parte do esquema e teriam se beneficiado de contratos fraudulentos ligados ao uso irregular de emendas parlamentares. A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.

Em nota, a Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que parte dos recursos desviados teria sido direcionada a obras superfaturadas e serviços inexistentes.

O Podemos se manifestou afirmando que não tem qualquer relação com a Operação Overclean e que apoia as investigações. Segundo o partido, “pelo noticiado na imprensa, os fatos em apuração referem-se ao período em que o PHS governava o estado do Tocantins, anterior à incorporação da sigla pelo Podemos. Pelas informações obtidas até o momento, a ação de hoje diz respeito à atuação profissional como advogado de Luiz França, com sua consultoria jurídica”.

Um dos investigados, Itallo Moreira de Almeida, já havia sido alvo da primeira fase da Overclean, em dezembro de 2024, quando era diretor administrativo da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia. Nomeado em agosto, ele foi exonerado no mesmo dia da deflagração da primeira etapa, que incluía mandado de prisão e afastamento de cargos públicos. Itallo, no entanto, conseguiu fugir. Segundo a PF, ele teria recebido R$ 172.590 de empresários investigados, valores transferidos para contas indicadas por ele. A Operação Overclean teve início após a PF identificar fraudes em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), envolvendo emendas parlamentares desviadas para obras superfaturadas e serviços não realizados em municípios da Bahia.