Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Senado acelera CPI do Crime Organizado em meio à escalada da violência no Rio

Comissão será instalada na próxima terça-feira para investigar a atuação de milícias e facções criminosas que ampliam o poder do crime em várias regiões do país
Senado acelera CPI do Crime Organizado em meio à escalada da violência no Rio
Senado acelera CPI do Crime Organizado em meio à escalada da violência no Rio Foto: Agência Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou nesta quarta-feira (29/10) a instalação da CPI do Crime Organizado para a próxima terça-feira (04/11). A comissão terá como foco principal investigar a atuação de milícias e facções criminosas, em meio à crescente crise de segurança no Rio de Janeiro e em outras regiões do país. O anúncio foi feito em acordo com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento que criou a comissão.

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Segundo Alcolumbre, o objetivo é aprofundar as investigações sobre a estrutura, expansão e funcionamento do crime organizado no Brasil, reforçando a necessidade de união entre as instituições do Estado. “Determinei a instalação da CPI do Crime Organizado para a próxima terça-feira (4), em entendimento com o senador Alessandro Vieira. A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções. É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”, afirmou o presidente do Senado.

A decisão ocorre um dia após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou mais de 130 mortos e foi considerada a ação mais letal da história do estado. O episódio reforçou a urgência do Congresso em discutir medidas de combate à criminalidade organizada, especialmente diante do aumento da influência desses grupos em territórios urbanos e rurais.

A CPI havia sido criada em junho, após a leitura do requerimento de instalação no plenário do Senado, mas ainda aguardava uma data para o início dos trabalhos. O colegiado será composto por 11 senadores titulares e sete suplentes, com prazo inicial de 120 dias para conduzir as investigações.

Durante esse período, os parlamentares vão apurar o modus operandi das organizações criminosas, as condições que favorecem sua expansão e as estruturas de comando e decisão desses grupos. A intenção é identificar soluções eficazes e propor mudanças na legislação que fortaleçam o enfrentamento ao crime organizado em todo o território nacional.