Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Moraes notifica Eduardo Bolsonaro e diz que o deputado está no exterior para fugir da lei

Ministro determinou publicação por edital, ferramenta usada em casos excepcionais para notificar um interessado de um ato processual
Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro por edital
Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro por edital

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (29/09) que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está morando nos Estados Unidos desde o início do ano e dificultando a notificação sobre a denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo Moraes, o parlamentar estaria tentando fugir da lei e da possível responsabilização judicial, o que motivou a determinação de notificação via edital, uma medida excepcional para garantir o direito à ampla defesa.

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A denúncia da PGR, apresentada ao STF na última segunda-feira (22), acusa Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo de coação em processo judicial. O caso envolve a atuação do deputado para atrapalhar o processo sobre o golpe de Estado que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos e 3 meses de prisão. Para a PGR, Eduardo teria tentado junto ao governo Donald Trump aplicar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário como forma de represália ao julgamento.

Diante da situação, Moraes determinou que Eduardo seja notificado por edital, enquanto a notificação de Figueiredo será realizada via cooperação internacional, por carta rogatória. A notificação por edital é utilizada em casos excepcionais, consistindo na publicação de aviso em jornais oficiais, diários da justiça ou sites da internet, assegurando a ampla defesa ao gerar presunção de ciência, mesmo que não haja confirmação direta do interessado.

Os denunciados têm prazo de 15 dias para apresentar suas defesas antes que o STF decida se acolhe ou não a denúncia e instaure uma ação penal. Moraes destacou que, apesar de manter endereço em Brasília e um gabinete ativo na Câmara, Eduardo dificulta a notificação, reiterando, conforme a denúncia, a prática criminosa e buscando se evadir da lei penal. “Tal fato é confessado expressamente pelas postagens realizadas pelo denunciado nas redes sociais”, apontou o ministro.

Além disso, Moraes reforçou que a medida é necessária porque, mesmo com domicílio no Brasil, o deputado evita ser notificado de forma direta, o que possibilita a citação por edital, conforme previsto na legislação.