Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Preso pela PF Careca do INSS depõe hoje na CPMI dos descontos indevidos

Empresário acusado de envolvimento em esquema milionário será escoltado pela PF até o Congresso para prestar depoimento aos parlamentares
Careca do INSS depõe na CPMI dos descontos indevidos
Careca do INSS depõe na CPMI dos descontos indevidos

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O empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, vai depor na CPMI do INSS nesta segunda-feira (15/09). A informação foi confirmada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que anunciou a presença do investigado em vídeo divulgado neste domingo (14). O depoimento ocorre dias após Antunes ter sido preso pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento em um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões de segurados do INSS.

Segundo o senador, a defesa do empresário já sinalizou que ele pretende comparecer à comissão para apresentar sua versão. “Estamos em contato com a defesa do suspeito e ele confirmou que deseja ir à CPMI para apresentar a versão que tem de todo esse escândalo, de todos os fatos que estão sendo divulgados. […] Nós esperamos uma colaboração voluntária para que ele exponha, com clareza, tudo aquilo que sabe em relação ao escândalo do INSS”, afirmou Carlos Viana.

No sábado (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu que investigados podem escolher se querem ou não comparecer à CPMI. Mesmo com essa opção, o Careca do INSS manteve a disposição de falar aos parlamentares. Já o empresário Maurício Camisotti, também preso na operação que levou Antunes à cadeia, tem oitiva marcada para a próxima quinta-feira (18).

Para a sessão desta segunda, está sendo montado um esquema especial de segurança. O senador Carlos Viana explicou que o investigado será levado sob escolta da Superintendência da PF em Brasília até o Congresso Nacional e, em seguida, entregue à polícia legislativa. “Imediatamente, ele será levado para a secretaria, na sala ao lado do plenário onde estamos realizando as sessões da CPMI. Todo o esquema, inclusive, já estava previsto na decisão do ministro [do STF] André Mendonça quando liberou a participação, ainda que facultativa, mas acertando todas as responsabilidades”, destacou.