Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Guardas municipais aparecem agredindo adolescente durante abordagem em Boa Esperança

Câmeras registraram tapas e soco contra jovem de 14 anos durante ação que terminou em confusão com familiares em Minas Gerais
Guardas municipais agridem adolescente rendido em Boa Esperança MG
Guardas municipais agridem adolescente rendido em Boa Esperança MG

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Uma câmera de segurança registrou guardas municipais agredindo um adolescente de 14 anos durante uma abordagem em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais. O caso aconteceu na última sexta-feira (22/08) e está sendo apurado pela Polícia Civil. Nas imagens, é possível ver os agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) dando tapas e até um soco no jovem, que estava rendido contra um muro.

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O vídeo mostra o momento em que um guarda mantém o adolescente encostado, enquanto uma agente se aproxima e desfere dois tapas na cabeça dele. Em seguida, o guarda dá um soco na barriga do jovem. Durante a confusão, um homem tenta intervir, mas acaba contido por policiais rodoviários que acompanhavam a ação e estavam armados com cassetetes. Também é possível ver a mãe do adolescente discutindo com os agentes no local.

Segundo o boletim de ocorrência (B.O.), o menor teria sido flagrado pilotando uma motocicleta de forma perigosa no bairro Maringá. De acordo com os guardas, ele realizava manobras arriscadas, conhecidas como “grau”, além de fazer gestos de provocação para os agentes. Ainda conforme o registro, a placa da moto estava coberta com uma camiseta, dificultando a identificação. O adolescente conseguiu fugir, mas foi localizado cerca de 40 minutos depois em uma bicicleta.

No B.O., uma das agentes relatou que o jovem confessou ter pilotado a motocicleta e admitiu que fez as manobras propositalmente para provocar os guardas. A versão da família, no entanto, aponta que ele foi agredido mesmo sem reagir à abordagem. O avô da vítima disse que o neto recebeu tapas e socos enquanto já estava imobilizado. Durante o registro da ocorrência, houve confusão e a Polícia Militar foi chamada para dar apoio. Para conter os ânimos, os militares usaram munição não letal. Após os procedimentos, o adolescente foi liberado e o caso seguirá em investigação.