Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Secretário de Trump compartilha vídeo polêmico sobre direitos eleitorais das mulheres nos EUA

O post mostra um teólogo evangélico conservador defendendo que mulheres não devem ocupar cargos de liderança nem votar
Secretário de Trump defende fim do voto feminino
Secretário de Trump defende fim do voto feminino

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O secretário de Defesa do governo Donald Trump, Pete Hegseth, publicou na última quinta-feira, na rede social X, um vídeo que defende o fim do voto feminino nos Estados Unidos. O conteúdo, que já ultrapassa 5 milhões de visualizações, é um recorte de uma reportagem da CNN americana com o teólogo evangélico conservador Doug Wilson. No material, Wilson, pastor nacionalista cristão e cofundador da Comunhão de Igrejas Reformadas Evangélicas (CREC), sediada em Idaho, afirma que gostaria de ver os EUA se tornarem “uma nação cristã” e, no futuro, “um mundo cristão”.

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No vídeo, Wilson também declara que mulheres não deveriam ocupar cargos de liderança ou funções de combate nas Forças Armadas. Ele explica que não aceita mulheres em posições de liderança dentro de sua igreja porque, segundo ele, “a Bíblia diz assim”. A publicação de Hegseth recebeu mais de 15 mil curtidas e 3 mil compartilhamentos, gerando repercussão nacional.

Ainda na gravação, o pastor Toby Sumpter, ligado à mesma rede religiosa, diz que, em seu modelo ideal, o voto seria realizado por domicílio, cabendo ao marido e pai registrar o voto após consultar a família. “Normalmente, eu seria o único a votar, mas votaria após discutir o assunto com minha família”, afirma Sumpter.

Dois dias após a publicação, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, declarou à imprensa americana que Hegseth é “um orgulhoso membro de uma igreja afiliada à CREC” e que “aprecia muito muitos dos escritos e ensinamentos” de Doug Wilson. Por outro lado, Doug Pagitt, pastor e diretor executivo da organização evangélica progressista Vote Common Good, afirmou que as ideias mostradas no vídeo refletem “visões restritas a pequenas comunidades cristãs” e classificou como “muito perturbador” o fato de o chefe do Pentágono dar visibilidade a esse tipo de pensamento.