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O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) foi levado a um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira (04/08), após passar mal ao saber da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que colocou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. A informação foi confirmada pela assessoria do parlamentar. De acordo com fontes próximas, Carlos apresentou um quadro de estresse agudo, mas até o momento não há detalhes oficiais sobre seu estado de saúde.
A prisão domiciliar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que considerou que Jair Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas pela Corte. O ministro entendeu que o ex-presidente violou a proibição de uso das redes sociais, inclusive por meio de terceiros, ao participar remotamente de manifestações realizadas no fim de semana. Ele discursou via chamada de vídeo para apoiadores reunidos na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, utilizando o celular do filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Carlos também esteve envolvido na situação que levou à nova decisão do STF. Em seu perfil no X (antigo Twitter), o vereador publicou uma foto do pai discursando por telefone para os manifestantes no ato de domingo (3), em Copacabana. A imagem foi mencionada diretamente por Moraes na decisão. Carlos chegou a publicar também um vídeo da chamada de Bolsonaro, mas apagou o conteúdo tempos depois, mantendo apenas a foto.
Além da publicação de Carlos, a imagem de Jair Bolsonaro falando com apoiadores foi exibida em São Paulo, durante o mesmo fim de semana, pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A combinação desses episódios foi suficiente para que o STF concluísse que o ex-presidente atuou para desrespeitar a ordem judicial, utilizando intermediários para continuar se manifestando nas redes sociais.







