Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Imagem de santa que jorra mel será investigada pela Igreja após 30 anos

Líquido desconhecido escorre de escultura em Mirassol e mobiliza comissão da Arquidiocese de São José do Rio Preto
Imagem de santa que jorra mel
Imagem de santa que jorra mel

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Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que supostamente jorra mel, sal, azeite e vinho há mais de 30 anos, será investigada oficialmente pela Igreja Católica. A Arquidiocese de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, anunciou a criação de uma comissão especializada para examinar o fenômeno, que ocorre em uma casa no município de Mirassol. O caso chama a atenção de fiéis e curiosos de várias partes do país desde 1993, quando a dona da imagem relatou o surgimento espontâneo do mel, vindo do interior da estátua.

O grupo designado pela Arquidiocese inclui um teólogo, um canonista, um perito, um notário e um delegado. A comissão vai seguir os critérios estabelecidos pela Santa Sé para apurar manifestações supostamente sobrenaturais. Os especialistas deverão analisar não apenas o líquido que escorre da escultura, popularmente conhecida como “Nossa Senhora do Mel”, mas também o comportamento dos fiéis e os atos de veneração realizados no local. O objetivo é identificar se há respaldo doutrinário e litúrgico nessas práticas.

A imagem foi comprada em Portugal, em 1991, e passou a apresentar sinais de umidade dois anos depois. De acordo com a moradora, tratava-se de mel, cuja “produção” nunca cessou. Com o tempo, outras substâncias também teriam começado a escorrer da imagem. Em 2021, análises laboratoriais encomendadas pela Igreja constataram que o mel não corresponde a nenhum tipo conhecido. Já exames feitos na Universidade de Campinas revelaram que a estátua é oca e que os líquidos só aparecem na presença de pessoas.

De acordo com Dom Antônio Emídio Vilar, arcebispo de São José do Rio Preto, a comissão atuará com base em três eixos: científico, doutrinário e pastoral. “A Comissão testemunha a lisura e a seriedade dos procedimentos requeridos pela Santa Sé. É uma atividade necessária destinada a responder a tantos que nos procuram em busca de informações acerca desses fenômenos”, afirmou o religioso. A investigação será conduzida sob sigilo canônico e incluirá a coleta de amostras dos líquidos para exames mais aprofundados.