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A Rússia realizou o maior ataque com drones contra a Ucrânia desde o início da guerra em 2022, lançando 728 dispositivos contra a região noroeste do país, próxima à fronteira com a Polônia. O ataque ocorreu poucas horas após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar mais apoio militar a Kiev e criticar o presidente russo, Vladimir Putin, por declarações sobre as negociações de paz. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, a ofensiva superou em centenas o recorde anterior de drones utilizados, registrado em 4 de julho, com 539 aparelhos, mas foi em grande parte repelida.
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O alvo principal do ataque foi a cidade de Lutsk, na região de Volyn, que sofreu uma intensa ofensiva aérea. O chefe da administração militar local, Ivan Rudnitskyi, informou que praticamente todos os drones tinham como destino essa cidade, destacando a gravidade do bombardeio. O ataque foi tão intenso que forçou a Força Aérea polonesa a enviar aeronaves para proteger seu espaço aéreo, evidenciando a escalada do conflito na fronteira ocidental da Ucrânia. Oito feridos foram registrados em Kiev, Sumy (nordeste), Zaporíjia e Kherson (ambas no sul).
Apesar da magnitude do ataque, a defesa ucraniana conseguiu destruir 718 drones, limitando os danos causados. Ainda assim, houve relatos de ferimentos, como o caso de uma mulher na cidade de Brovary, perto de Kiev, que foi hospitalizada com um ferimento no peito, conforme informou o prefeito local. Não foram reportadas mortes imediatas após o ataque.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comentou o ataque em seu canal no Telegram, chamando-o de “ataque demonstrativo” em um momento em que várias tentativas de paz e cessar-fogo foram rejeitadas pela Rússia. Zelensky destacou que os parceiros internacionais sabem como pressionar para que a Rússia repense a guerra, defendendo que todos os que desejam a paz precisam agir para que os ataques cessem.
Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a Ucrânia lançou 86 drones contra o território russo durante a noite, indicando uma continuação das ofensivas aéreas de ambos os lados no conflito.







