Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Novo laudo sobre Juliana Marins é finalizado no Brasil após exames detalhados

Exames feitos no IML do Rio após ordem judicial trazem novos elementos à análise inicial realizada na Indonésia
Novo laudo Juliana Marins
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O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro confirmou que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, morreu em decorrência de múltiplos traumas causados por uma queda de altura durante uma trilha na Indonésia. O exame complementar foi realizado no Brasil após a família da jovem questionar a primeira perícia feita no país asiático. A conclusão foi divulgada nesta terça-feira (08/07), com base em análises conduzidas no Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IMLAP), com a presença de um perito da Polícia Federal e um representante da família.

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Segundo o laudo, a causa imediata da morte foi hemorragia interna provocada por lesões poliviscerais e politraumatismo, compatíveis com impacto de alta energia cinética. Os peritos estimaram que Juliana sobreviveu por, no máximo, 15 minutos após o impacto. Como o corpo chegou ao IML do Rio de Janeiro já embalsamado, a identificação precisa do horário da morte foi considerada prejudicada e dificultou a avaliação de sinais clínicos importantes, como hipotermia, desidratação ou indícios de violência sexual.

Os especialistas também apontam que a ausência de informações detalhadas sobre a dinâmica da queda dificultou conclusões sobre uma possível sequência de impactos ou sobre o tempo de exposição da vítima ao ambiente antes do trauma final. Além disso, no documento divulgado pelo g1, há indícios de que a vítima tenha passado por um período agonal antes da queda fatal. “Pode ter havido um período agonal antes da queda fatal, gerando sofrimento físico e psíquico, com intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico ao trauma”, aponta trecho do relatório. A necrópsia também identificou lesões musculares, ressecamento nos olhos, mas descartou sinais de desnutrição, uso de drogas ilícitas ou fadiga extrema.

O laudo também sugere que o ambiente inóspito, aliado ao isolamento e ao estresse psicológico intenso, pode ter causado desorientação em Juliana, o que teria comprometido sua capacidade de tomar decisões durante a trilha. A jovem foi localizada após mais de quatro dias de buscas pelas autoridades indonésias.